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Antes de Vivermos, a Vida é Coisa Nenhuma

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O homem começa por existir, isto é, o homem é de início o que se lança para um futuro e o que é consciente de se projectar no futuro. O homem é primeiro um projecto que se vive subjectivamente, em vez de ser musgo, podridão ou couve-flor; nada existe previamente a esse projecto; nada existe no céu ininteligível, e o homem será em primeiro lugar o que tiver projectado ser. Não o que tiver querido ser. Porque o que nós entendemos ordinariamente por querer é uma decisão consciente, e para a generalidade das pessoas posterior ao que se elaborou nelas. Posso querer aderir a um partido, escrever um livro, casar-me: tudo isto é manifestação de uma escolha mais original mais espontânea do que se denomina por vontade.
(…) Escreveu Dostoievsky: «Se Deus não existisse, tudo seria permitido.» É esse o ponto de partida do existencialismo. Com efeito, tudo é permitido se Deus não existe, e, por conseguinte, o homem encontra-se abandonado, porque não encontra em si, nem fora de si, a que agarrar-se. Ao começo não tem desculpa. Se, na verdade, a existência precede a essência, não é possível explicação por referência a uma natureza humana dada e hirta; dito de outro modo, não há determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade. Se, por outro lado, Deus não existe, não encontramos em face de nós valores ou ordens que legitimem a nossa conduta. Assim, não temos nem por detrás de nós nem à nossa frente, no domínio luminoso dos valores, justificação ou desculpas. Estamos sozinhos, sem desculpa. É o que exprimirei dizendo que o homem está condenado a ser livre.
Se suprimi Deus Pai, cumpre que alguém invente os valores. Temos de tomar as coisas como elas são. Aliás, dizer que inventamos os valores não significa senão isto: a vida não tem sentido a priori. Antes de vivermos, a vida é coisa nenhuma, mas é a nós que compete dar-lhe um sentido, e o valor não é outra coisa senão o sentido que tivermos escolhido.

Jean-Paul Sartre, in ‘O Existencialismo é um Humanismo’

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Cora Coralina

Virginia Woolf’s writing table at Monk’s House, Sussex, England.

“A estrada da vida é uma reta marcada de encruzilhadas.
Caminhos certos e errados, encontros e desencontros
do começo ao fim.

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”

– Cora Coralina, em trecho do poema “Exaltação a Aninha (o professor)”, do livro “Vintém de cobre: meias confissões de Aninha”. 6ª ed., São Paulo: Global Editora, 1997, p.151.

Subjetividade humana

A subjetividade humana necessariamente parte da condição narcísica e o Narcisismo é aquilo que não comporta a diferença – portanto, na constituição do sujeito há uma resistência original ao Outro.

Welson Barbato verifica passo a passo o nascimento da intolerância e suas diversas manifestações, como o machismo, o racismo e a homofobia à luz da Psicanálise: http://casadosaber.com.br/sp/cursos/a-intolerancia-e-seus-espelhos.html

Família decide viver por um ano como se estivesse em 1986

O canadense Blair McMillan está usando cassetes, VHSs e até mullets para avaliar se ele, a mulher e os dois filhos conseguem viver com menos tecnologia

familia_1986_-_reproducao-450x337Crianças que nem falam ou andam direito já sabem “brincar” com aparelhos de tecnologia avançada como tablets e smartphones. Temendo que seus filhos Trey, de 5 anos, e Denton, de 2, desperdiçassem a infância com os olhos e dedos voltados apenas para as pequenas telas, o canadense Blair McMillan, de 26 anos, resolveu tomar uma atitude drástica. Ele fez sua família viver por um ano como se estivesse em 1986.

A escolha da data foi por um motivo simples: 1986 é o ano em que Blair nasceu. A intenção do “experimento”, ele explica, é fazer a família a se acostumar a uma vida com menos tecnologia. Mullets, VHSs, máquinas analógicas, toca-fitas  e até um Nintendo de 1985 passaram a estar presentes na vida dos McMillan.

O plano é seguir com esse estilo de vida até abril de 2014, quando a família fará um balanço sobre tudo que aconteceu, as coisas pelas quais eles passaram, o que aprenderam, o que pode ser levado como lição e como aplicar o aprendizado na educação dos filhos.

Fonte: Site Catraca Livre

Assumir as próprias escolhas

Por Marcos Eduardo Ferreira Marinho

As pessoas são muito diferentes entre si, e diferentes são as escolhas que fazem sobre a vida que querem ou não levar. Ao contrário do ditado popular nem sempre querer é poder, mas podemos com planejamento, coragem e ousadia dar passos largos rumo aos nossos maiores desejos e objetivos.No entanto em muitos momentos quando estamos diante de uma situação de escolha, ficamos ansiosos, angustiados e não raro com muito temor e medo.

Mas porque?

Escolher torna-se uma situação altamente estressante para as pessoas por saberem intuitivamente que ao escolher uma coisa estará abrindo mão de outras, ou seja, na hora de escolher perceberemos primeiro o que iremos perder ou deixar, e isto causa medo.

Quando a escolha envolve mudanças concretas na vida (mudança de emprego, de cidade, casamento etc) necessariamente envolverá daquele que escolhe uma profunda reflexão, pesar todos os prós e contras que consiga levantar e avaliar se a escolha que se propõe a fazer trará mais ou menos satisfação e felicidade.

O problema é que muitas vezes temos pouco tempo e pouco conhecimento sobre as variáveis envolvidas na nossa escolha, portanto precisamos de uma opinião ou um aconselhamento que seja isento e com um distanciamento para analisar todos os lados da escolha.

É nestas situações que a figura do psicólogo pode ser um importante aliado, através de um trabalho de aconselhamento e orientação que dará todas as ferramentas e um panorama de tudo o que está envolvido na escolha. E caminhando ao lado da pessoa para efetuar uma escolha madura e coerente com os anseios daquele que escolhe, atenuando as angustias e ansiedades decorrentes.

*Marcos E. F. Marinho é Psicólogo, atua desde 1994 com famílias, crianças e adolescentes em projetos sociais e governamentais. Foi Psicólogo Cooperante Internacional nos anos 90. Ocupou cargos gerenciais e de assessoria técnica e pedagógica para instituições públicas e privadas. Com Mestrado em Psicologia pela PUC/SP atende em consultório privado e assessora organizações públicas e privadas.