Marcado: subjetividade

Sofrimento existencial e a clínica

psisUma vez que as demandas do sofrimento existencial, endereçadas à clínica psicoterápica, cada vez mais estão relacionadas ao nivelamento histórico de sentido que pode ser computado no cálculo global de exploração e consumo, é imprescindível, para que a psicoterapia possa se constituir em um espaço de reflexão propiciador de outros modos de existir, que ela própria não permaneça subordinada a esse mesmo horizonte histórico de redução de sentido. (NOVAES e MATTAR, 2008, p.191)

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Cutting ou a automutilação

A auwindowslivewriterquetalsereinventar-7a6freinventar-3tomutilação ou cutting não tem como objetivo chamar a atenção, mas funciona como uma válvula de escape para aliviar o sofrimento. Esses pacientes acabam usando esse “analgésico” para dor emocional. Quanto mais cedo o seu transtorno for tratado, maiores são as chances de a prática não se repetir. A automutilação ou cutting é reconhecida como um transtorno mental desde 2013, no DSM V.

Um sofrimento íntimo e indizivel

capimO suicídio de qualquer pessoa pode ser cravado na pele e penetrar nas entranhas de cada existência e, como cita Jamison (2010),

“O sofrimento do suicida é íntimo e indizível, deixando que familiares, amigos e colegas lidem com uma espécie de perda quase insondável, assim como o sentimento de culpa” (p. 27).

Consumo e subjetividade

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Por Marcos E. F. Marinho

Desde os primórdios da economia de mercado, em fins do século XVIII, a aquisição de determinados produtos e mercadorias serviu para definir a origem social, cultural e econômica do consumidor. Esta dinâmica acentuou-se sobremaneira quando a economia de mercado se consolidou e incorporou o consumo massificado e em escala, a partir da década de 1950.

Em poucas palavras, mais do que atender às necessidades materiais das famílias e dos indivíduos, rapidamente se passou também a vender produtos e mercadorias que dessem ao comprador certa distinção cultural ou de classe. Foi assim que marcas famosas adotaram, em sua comunicação com o mercado consumidor, a estratégia de se associarem a uma ideia, mais até do que a um produto.

De certo modo, o mercado consumidor é visto de forma fatiada, se assim podemos dizer. Há produtos, por exemplo, para mulheres, jovens negras, da classe C, e desse modo as propagandas se incubem de produzir todo um universo imaginário, que inclui comportamentos e estilo pessoal predeterminado para este público especial. Portanto, ao adquirir este produto, o individuo se filia a este modelo.

Temos então uma dinâmica em que se produzem desejos e a forma que se consome torna-se um importante marcador de identidade nos indivíduos. Ao falarmos dos jovens, ao adquirirem determinadas mercadorias por meio da compra, isto já serve para definir “quem ele é” em seu meio social.

É inegável a influência da publicidade e da moda como potentes ferramentas de sedução e fruição de desejos, indo ao encontro das aspirações individuais de ascensão social via aquisição de mercadorias.

Não são raros os momentos em que nos deparamos com a compra de produtos de que não precisamos, ou com cujos custos não poderemos arcar. Isto é visível no ciclo de endividamento das famílias para aquisição de automóveis, eletrodomésticos e imóveis que carregam em si a marca do sucesso profissional e social.

A marca de sucesso é frequentemente expressa pelas roupas que se usa; por seu automóvel; pela decoração da casa; pelos restaurantes que frequenta; pelas viagens que faz etc. Estes bens e produtos trariam a promessa de se sentir admirado e aceito, o que possibilitaria então uma sensação de bem-estar e possivelmente daria ao portador equilíbrio emocional. Não é pouca coisa!

No entanto, o custo de tudo isso se torna elevado; a corrida para o sucesso via consumo e seus símbolos resultam em diversos distúrbios psicológicos: estresse físico e mental, insônia e dores musculares crônicas, sintomas hipocondríacos, transtornos da imagem corporal e síndromes de dependência química, desânimo, depressões, síndromes de pânico e fobias sociais que se manifestam em estatísticas variadas.

As perspectivas oferecidas ao jovem em uma sociedade de mercado perpetuam um modo de vida que estreita os horizontes em uma única direção: a busca do sucesso econômico como marcador de felicidade, no entanto, é preciso apresentar a possibilidade de se constituir outros sentidos e outras formas de subjetividade que levem em conta formas mais profundas de existir e se constituir na vida e no mundo.

Intimidades inacessíveis

A Ambição Superada

” Certo dia uma rica senhora viu, num antiquário, uma cadeira que era uma beleza. Negra, feita de mogno e cedro, custava uma fortuna. Era, porém, tão bela, que a mulher não titubeou – entrou, pagou, levou para casa.
A cadeira era tão bonita que os outros móveis, antes tão lindos, começaram a parecer insuportáveis à simpática senhora. (Era simpática).
Ela então resolveu vender todos os móveis e comprar outros que pudessem se equiparar à maravilhosa cadeira. E vendeu-os e comprou outros.
Mas, então a casa que antes parecia tão bonita, ficou tão bem mobilada que se estabeleceu uma desarmonia flagrante entre casa e móveis. E a senhora começou a achar a casa horrível.
E vendeu a casa e comprou uma outra maravilhosa.
Mas dentro daquela casa magnífica, mobilada de maneira esplendorosa, a mulher começou, pouco a pouco, a achar seu marido mesquinho. E trocou de marido.
Mas mesmo assim não conseguia ser feliz. Pois naquela casa magnífica, com aqueles móveis admiráveis e aquele marido fabuloso, todo mundo começou a achá-la extremamente vulgar.”

Millôr Fernandes, in “Pif-Paf”

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Ornamentos

” O qsaudadesue alguém é começa a se revelar quando o seu talento declina quando ele cessa de mostrar o quanto pode.

O talento é também um ornamento; um ornamento é também um esconderijo.”

Nietzsche ( Para Além do Bem e do Mal )

O perigo do outro e a humanidade que temos em comum

Alain de Botton, escritor e filósofo suíço, analisa as duas grandes ansiedades geradas a partir dos conceitos sobre “o outro”: a possibilidade de esmagarmos todas as diferenças e termos apenas um tipo de identidade global e o total não reconhecimento do outro. Para De Botton, ambas as possibilidades são impossíveis e não merecem qualquer tipo de angústia. O outro sempre será diferente, mas sempre teremos uma humanidade em comum.

Veja o vídeo de sua entrevista (em inglês) no link

http://fronteiras.com/videos/player/?13,377

Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2011.

 Fronteiras do Pensamento | Produção Telos Cultural | Produção Audiovisual Okna Produções | Documentário Encontros e Dissonâncias | Direção Camila Gonzatto | Direção de Produção Gina O’Donnell | Edição Alfredo Barros | Tradução Marina Waquil e Francesco Settineri

Carnaval no RJ: Mark Dery analisa diferenças culturais entre Brasil e EUA, o país dos reprimidos.

por Equipe Fronteiras

 

“Na era digital, quando, como eu disse antes, a membrana entre o real e o virtual está se dissolvendo mais e mais, e leis estão sendo escritas para garantir que não só não façamos coisas erradas, mas não as pensemos, e isso me parece um momento de Orwell.” – Mark Dery

Escritor e professor norte-americano, Mark Dery é um dos pioneiros na análise e conceituação da cibercultura. Dery é colaborador de publicações como The New York Times e Rolling Stone e acaba de lançar uma nova obra, I must not think bad thoughts (Não devo pensar coisas ruins).

Para Dery, a cada vez mais tênue linha que diferencia real e virtual tem sido responsável por dissolver outra linha, a que separa “sonhar e fazer”. E é a polícia do pensamento, que tem surgido para “lavar os balões de pensamento que flutuam sobre nossas cabeças”, que representa um grande perigo sem paralelo na história cultural. Em vídeo para o Fronteiras do Pensamento, homônimo ao recém-lançado livro, Dery discute o polêmico tema, tentando esclarecer a importância da liberdade de pensamento, bem como as rígidas leis norte-americanas na questão da sexualidade:

Em sua conferência ao Fronteiras do Pensamento 2007, A instituição do sexo está em todos os lugares, Dery explicou como a cultura do “Império dos Reprimidos”, como o professor chama os EUA, influencia a percepção sobre o Brasil. Para tanto, trouxe um vídeo produzido pela Playboy, na década de 1970, com Arnold Schwarzenegger, em que o político e ator austríaco vem ao país na época do carnaval. Para Dery, o vídeo, há anos amplamente visto na Internet, ilustra a visão norte-americana sobre os brasileiros. Clique nos links abaixo para acessar os conteúdos referidos:

Novo livro de Dery, I must not think bad thoughts, na Amazon
Vídeo com Arnold Schwarzenegger, Carnaval no Rio
Saiba mais sobre o Fronteiras do Pensamento 2014 – lançamento na segunda quinzena de março

Leia um excerto da conferência de Dery ao Fronteiras do Pensamento, em que o autor aponta o que considera as diferenças culturais entre EUA e Brasil:

“Há uma pitada de ironia no fato de um norte-americano do Império dos Reprimidos vir falar aos brasileiros sobre sexualidade. No imaginário popular norte-americano, o Brasil é a terra do bacanal sem fim. A depilação ao estilo biquíni brasileiro [Brazilian wax]. Assim, ao me preparar para minha conferência aqui, pensei em me familiarizar com a conduta sexual brasileira, e, para isso, assisti ao seguinte vídeo educativo.

Enquanto assistem, tenham em mente que tudo o que sei sobre a sexualidade brasileira deriva deste vídeo. Gostaria de mostrar um pouco mais. Arnold Schwarzenegger como um nativo moreno, conforme observou uma crítica da cultura norte-americana com sua língua afiada. Aprendi muitas coisas a partir desse videozinho peculiar, produzido no final dos anos 70 pela revista Playboy – chama-se Carnaval no Rio.

Basicamente, é anunciado como Conan, o bárbaro – num remake de Orfeu negro. E nos ensina também sobre os conceitos arcanos de mulata e de bunda, muito importantes, e ainda contém pérolas de insights, tais como: ‘O Brasil é inteiramente devotado à minha parte preferida do corpo – a bunda’.

Pois bem, isso nos dá uma vaga ideia da percepção norte-americana do Brasil como a terra do carnaval sob o signo da sexualidade e como um tipo de zoológico de bichinhos de estimação para turistas sexuais. A turma de caras durões em busca da etnia comodificada. É uma espécie de zona erógena imensa na imaginação popular.

Já, os EUA, por outro lado, são um país onde três alunas do ensino médio do interior do Estado de Nova York simplesmente pegaram um dia de suspensão da escola por mencionarem a palavra ‘vagina’. E elas estavam lendo em voz alta um trecho da clássica peça feminista de Eve Ensler, Os monólogos da vagina. Fica um pouco difícil evitar a palavra ‘vagina’, quando se está lendo Os monólogos da vagina. De qualquer modo, não dizemos palavras como essa em público nos EUA, e, em virtude disso elas foram suspensas da escola por um dia.

Menos divertido, um jovem negro no sul, Genarlow Wilson, foi condenado a dez anos de prisão por ter praticado sexo oral consensual. Consensual no sentido de que o rapaz e a jovem garota estavam de feliz comum acordo com a transação sexual, quando ele tinha 17 e ela 15 anos. E ele foi sentenciado como predador pedófilo e agora padece numa penitenciária na Geórgia. E meu exemplo preferido do puritanismo norte-americano é uma decisão recentemente tomada pela 11ª Corte de Apelações no iluminado estado do Alabama.

A decisão diz que, embora seja permitido vender armas semi-automáticas, é proibida a venda de dildos ou de quaisquer outros brinquedos eróticos naquele Estado, levando à obra-prima do surrealismo cotidiano, mencionado on-line por um comediante de esquerda, que é: ‘a gente pode andar pelas ruas de uma grande cidade no Alabama vendendo armas semi-automáticas e dildos e ser preso por vender os dildos.’ Pois bem, estas são algumas considerações sobre as diferenças culturais entre o meu país e o de vocês.”

A TRISTEZA PERMITIDA

por Martha Medeiros

http://www.contioutra.com/

Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?

Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.

Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.

Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.

“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down…” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.
Martha Medeiros

A tristeza permitida, por Martha Medeiros

A medicalização da vida

 

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“…O que antes tinha emprego discreto, hoje virou conversa de salão. Discute-se qual medicamento cada um toma, como reagiu, há quanto tempo, se o genérico substitui bem o oficial e por aí vai. E se a fala corre solta, sem o comedimento anterior, é porque uma forte propaganda convenceu muita gente de que a depressão é uma doença como outra qualquer, como quebrar o braço em um acidente ou contrair malária. Essa propaganda de fortes coloridos interesseiros da indústria farmacêutica, associada a uma medicina que se orgulha em ser baseada em evidências – aquela em que o médico não dá um passo sem pedir um monte de exames – veiculou a ideia de que você não tem nada a ver com a sua depressão, que os sentimentos são cientificamente mensuráveis e, em decorrência, controláveis.

Sobre isso, Heiddeger contava uma história engraçada. Dizia que um cientista afoito em provar suas teses de medição da felicidade e da tristeza, começou a visitar os velórios de sua cidade carregando tubos de ensaio, nos quais recolhia a quantidade de lágrimas que viúvos vertem a cada três minutos. Podemos imaginar a cena!

Mutadis mutandis, se alguém já viu um interrogatório desses que querem medir o estado depressivo – com algumas nobres exceções – verá que é difícil escapar de ser tachado de doente, quando perguntas como essas lhe são dirigidas, simultaneamente: -“Você tem dormido pouco, ultimamente?”, ou: -“Você tem dormido muito, ultimamente?”.

Por que essa euforia da depressão? Será mesmo, como muitos respondem, por uma desregulação dos níveis do neurotransmissor serotonina? A serotonina ficou até popular, todo mundo fala dela como do colesterol. Ela é íntima. Agora, por que a serotonina ficou alterada de repente em tanta gente? Alguma epidemia viral de vírus anti-serotonina ou coisa que o valha? Não parece.

Prefiro pensar que se há muita depressão – lato sensu – é porque sofremos uma revolução dos parâmetros que atuam na formação da identidade. Na saída da sociedade moderna para a pós-moderna, não temos mais termômetros de certo e errado que serviam para as pessoas se orientarem se estavam bem ou mal. Com o fim desse maniqueísmo, nossos tempos exigem maior responsabilidade individual no seu bem estar. Aí, muitos fraquejam. Dou um exemplo simples: uma pessoa cruza com um conhecido na rua e o cumprimenta. O outro não responde e segue seu caminho. Qual a primeira pergunta que vem na cabeça de quem fez o cumprimento? O que vem é: -“O que foi que eu fiz?”, no sentido de uma bobagem que ele teria cometido motivo da falta de resposta ao cumprimento. Quando a identidade, como nesse caso, titubeia, ela se regenera, paradoxalmente, na auto-depreciação. Daí para se sentir deprimido é um pequeno passo. E, para complementar a receita, como estamos na época da medicalização da vida, na qual se acredita que para tudo tem remédio, pronto, tasca antidepressivo nele.

Triste tempo esse, realmente, em que tentam dessubjetivar a responsabilidade pessoal frente aos sentimentos. Mas não vai funcionar, como nunca funcionou na história da humanidade quando já tentaram amordaçar o desejo humano.

Ser feliz dá um trabalho danado, chega até a assustar, mas não mata não”.

(Jorge Forbes, in trecho de artigo publicado na Revista istoÉ, Setembro, 2013)

Subjetividade humana

A subjetividade humana necessariamente parte da condição narcísica e o Narcisismo é aquilo que não comporta a diferença – portanto, na constituição do sujeito há uma resistência original ao Outro.

Welson Barbato verifica passo a passo o nascimento da intolerância e suas diversas manifestações, como o machismo, o racismo e a homofobia à luz da Psicanálise: http://casadosaber.com.br/sp/cursos/a-intolerancia-e-seus-espelhos.html