namoro

Relação amorosa e dependência afetiva.

eu face Ao longo da vida vão se formando algumas convicções quando o assunto é amor, soa como verdade que nos tornamos mais felizes e completos quando estamos numa relação amorosa, ter a “cara metade” seria essencial para fugirmos da solidão e nos distanciarmos da imagem de alguém incapaz em manter relações ou vínculos. Estas convicções, embora tenham base na realidade podem trazer embutidas algumas ameaças e limitar nosso desenvolvimento pessoal e afetivo se não for bem compreendida.

Estas convicções associadas a pressões sociais e inseguranças internas podem levar a um modo de se relacionar amorosamente que sob o manto do cuidado do outro, pode esconder tentativas de controle, de se jogar sobre o par amoroso, conduzindo a relação a uma experiência a dois, sufocante, rarefeita e em ultima análise empobrecida.

Os sinais mais comuns e observados em casais são os relatos de sentimentos difusos de esvaziamento, de perda de energia sexual, tédio, irritabilidade, até ao ponto que estar com o outro pode representar uma experiência aversiva e sufocante.

O outro extremo, ser negligente e desatento na relação não seria uma boa alternativa aos excessos cometidos por uma carência ou inseguranças afetivas. Estou tratando aqui de casos mais severos, de extremos de cuidados e controles sobre o par amoroso e que podem levar ao esgotamento da relação.

Por experiência ou observação sabemos que a relação amorosa traz alegrias e otimismo diante da vida, porém a relação não pode ser vista como o único território de realização pessoal, conforto e bem estar a nossa vida ou compensar as faltas ou os fracassos de relações anteriores.

Há uma sabedoria que aponta para uma atitude em desenvolver interesses e planos próprios, objetivos e sonhos que não estão necessariamente dependentes da relação amorosa, permitir-se encontrar referências que lhe possibilitem expandir sua experiência existencial e humana, enriquecendo-as e ai então partilhar com o par amoroso.

Um erro comum se dá quando as pessoas vão paulatinamente se afastando de amigos e familiares quando se inicia uma relação amorosa, tornam-se relapsas na vida profissional, nas finanças, deixando tudo e todos em segundo plano. Quando damos continuidade e não negligenciamos as coisas que são individuais e pessoais, e numa experiência de alteridade compartilhamos com o par amoroso são criadas as condições para continuarmos a ser admirados, amados e nossa presença reconhecida na relação.

Por outro, se vencido pelas carências e medos a pessoa destinar toda sua energia e foco na relação amorosa, esquecendo-se de si e de suas responsabilidades individuais, veríamos uma dinâmica em que o sentimento amoroso do casal ser acossado por sentimentos difusos e ambíguos, com riscos de desgastes, sendo a convivência sentida como fonte de angustia crescente. 

Entendermos que uma relação satisfatória envolve o compartilhamento de experiências e sentimentos, de sonhos e projetos, mas também de momentos individuais e singulares que servem para oxigenar a relação e dar-lhes frescor, implica dizer que o respeito a si e ao seu par amoroso, aliada a um modo de amar que não aprisione, constituem-se num dos maiores desafios das relações amorosas na atualidade.

 

Marcos Marinho é psicólogo e supervisor clinico e mestre em Psicologia pela PUC/SP. Atende em consultório particular no município de Sorocaba, interior paulista.
Anúncios

Quando o ciúme ultrapassa todos os límites

A manifestação do ciúme patológico, leva à distorção da percepção da realidade e pode, também, deturpar a interpretação dos fatos. 
 
Forma-se então, um círculo vicioso e pernicioso: O ciumento não perdoa e não confia. 
 
Se lhe faltam motivos no presente, busca-os no passado e até no imprevisível futuro, ainda que ilusórios, frutos de sua imaginação atormentada. 
 
Diante da gravidade das consequências desse problema, é fundamental atentar para a importância do tratamento psicológico.
 
Imagem
 

Terapia de Casal funciona?

Imagem

A terapia de casal não é apenas uma tábua de salvação para relacionamentos próximos do fim. O nascimento do primeiro filho, a saída dos filhos de casa e a mudança de papéis que isso implica é outra situação que leva os casais a procurar ajuda. 

A maior parte das pessoas que buscam essa modalidade de tratamento são mulheres, são as que mais tomam a iniciativa, e a principal queixa é a falta de vontade de ter relações sexuais, mas existem outros casos como nas “emergências”, causadas ´por traições ou situações de luto e depressão.

Não é raro pessoas procurarem por terapia de casal para se separar.  Nesses casos, a terapia pode ser bastante útil para trabalhar mágoas, ressentimentos, culpas e a sensação de fracasso. Sem falar na relação com os filhos, geralmente a falta de habilidade do casal faz as crianças sofrerem muito no processo de separação.

E FUNCIONA?

A terapia de casal funciona, sim. Ao menos é o que mostra a maior pesquisa clínica já feita sobre o tema. 

Psicólogos da Universidade da Califórnia, nos EUA, atenderam 134 casais em crise profunda durante um ano. Depois de 26 sessões, dois terços dos relacionamentos ficaram sensivelmente melhores.

Imagem

Cinco anos após o fim do tratamento, metade dos casais estava melhor do que antes, 25% se separaram e 25% seguiram sem mudanças. Nas grandes crises, o primeiro objetivo do psicólogo é ajudar o casal a decidir que direção seguir. Se não houver saída e  a separação for a única ou melhor solução, o terapeuta, como um parteiro, ajuda na realização daquilo que está no íntimo dos pacientes, respeitando seus valores culturais, além de uma ajuda a reduzir os danos.

O psicólogo também funciona como um tradutor, facilitando a comunicação, e consequentemente a compreensão sobre os sentimentos e expectativas do parceiro.

Em média, o atendimento dura de três meses a um ano.