Pânico

Síndrome do Pânico

Do site  LER SAÚDE

Se você sofre com a síndrome do pânico, saiba que não está sozinho. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2% a 4% da população mundial enfrenta esse transtorno. A maioria é do sexo feminino e os sintomas começam a se manifestar no final da adolescência. Não é fácil lidar com o problema, mas com ajuda médica e psicológica, a maioria dos pacientes conseguem controlar as crises e ter uma vida normal. Neste post especial veja como ajudar – ou ajudar alguém próximo – a superar o problema e enxergar a vida sem as limitações do medo.

Crises inesperadas de medo e desespero. É exatamente isso que sofre com a síndrome ou transtorno de pânico, termo mais usado atualmente. Segundo uma pesquisa realizada pela Unifesp (universidade Federal de São Paulo), essa doença é mais comum em mulheres que em homens e mais em adultos com idades de 18 a 29 anos. “A síndrome do pânico, na verdade, é uma psiquiatria chamada de transtorno do pânico, já que esse termo de síndrome é um diagnóstico antigo. São crises inesperadas de medo e desespero, devido à liberação de adrenalina maciça no corpo”, afirma psicóloga Dinah Kerman. Ou seja, as pessoas podem ter um ataque de pânico associadas com doenças psiquiátricas, como depressão e ansiedade. Mas para ser chamada de transtorno, essa crise precisa ter uma frequência, com uma série de ataques de pânico. “É uma crise de medo inesperada”, conta a profissional.

Entenda os fatores

Segundo a profissional, grande quantidade de pessoas que desenvolve a doença possui uma característica genética, ou seja, filhos de pais que tem ataques de pânico têm até sete vezes mais chances de desenvolver a doença do que pessoas que não têm parentes com pânico. Porém, o transtorno do pânico funciona como todas as doenças psiquiátricas: é uma junção de fatores genéticos e ambientais. Precisa ter uma série dessas condições para que a doença desenvolva, envolvendo até questões orgânicas. Pessoas que têm hipotiroidismo podem ter pânico, assim como aquelas que usam substâncias ilícitas, como anfetaminas, cocaína, maconha ou LSD. Até uma grande quantidade de café pode ajudar com que haja a crise.”São fatores externos que podem, eventualmente, desencadear essa síndrome. Mas nem sempre tem fatores externos, pode ser apenas uma doença, como hipotiroidismo ou anemia, e pode não ter fator nenhum. Também existe a possibilidade de ser uma situação de estresse que a pessoa está vivendo junto com uma depressão e, de repente, o paciente tem ataques de pânico”, conta. Lembrando que existe uma relação do pânico com depressão ou com drogas e isso pode ser um gatilho para o desenvolvimento desse transtorno.

O que acontece no organismo?

Na hora da crise, o sistema ativado por noradrenalina inunda o corpo com esse neurotransmissor. Isso causa uma espécie de reação filogenética, evolutiva. É uma reação de luta ou fuga, ou seja, o corpo se prepara para lutar ou fugir, já que é uma reação de surpresa. É um ataque de medo ou desespero. É um corpo que se prepara para ser atacado, então a pessoa pode bloquear ou sair correndo. Segundo a psicóloga, a reação é totalmente individual. Os sintomas estão todos ligados à liberação maciça de adrenalina que são: taquicardia, visão turva, sudorese, ondas de frio e calor, sensação de morte eminente. “Parece que a pessoa está tendo um ataque cardíaco e sente as pernas bambas e as mãos tremendo”, diz Dinah.

Crises

Existem dois tipos de crise: as situacionais e as não-situacionais. Algumas pessoas desenvolvem crises em qualquer lugar, sendo aberto ou fechado, e não tem diferenciação. Esse tipo de crise é a não-situacional. Porém, existem pessoas que tem as crises situacionais, que estão, geralmente, relacionadas ao primeiro ataque de pânico que tiveram. Então, por exemplo, um paciente teve o primeiro ataque de pânico no trânsito, geralmente ele vai desenvolver um pânico situacional, ou seja, toda vez que ele pegar um trânsito, terá um ataque. É o mesmo caso de um local fechado: se a pessoa desenvolveu um ataque de pânico em um lugar fechado, aí ela vai evitar lugares que ela imagina que podem causar o ataque de pânico, como cinema, shopping ou elevador. Lembrando que isso não é claustrofobia. Essa é uma outra fobia que tem o principal sintoma como o medo de ficar preso em algum lugar. “Essas duas fobias podem até se confundir, mas, na verdade, a etimologia é totalmente diferente”, explica. Quem tem ataque de pânico, na verdade, tem medo de passar mal e quem tem claustrofobia tem medo de ficar preso. Quem tem pânico, tem medo do medo, tem medo de ter a crise de pânico.

Mas quando as crises acontecem?

Segundo Dinah, cada pessoa vai desenvolver uma frequência individual. Algumas têm várias crises por dia, outras que só tem ataque situacional. Quem tem ataque de pânico, começa  a ter um certo grau de agorafobia, que é uma evitação fóbica dos lugares. Então, é muito comum que as pessoas deixem de fazer coisas e deixem de ir a lugares”, afirma. Existem vários graus: algumas pessoas evitam frequentar certos lugares, outras ficam restritas em casa e nunca mais saem. Mas, se uma pessoa tem um ataque situacional e nunca sai de casa, ela não vai ter ataque. É normal que as pessoas que têm pânico desenvolverem um raio que elas saem e, se elas não vão a esses lugares que geram pânico, elas não tem ataques. Agora, quem tem ataque não-situacional pode ter vários por dia, não é algo limitado, é individual.

Tira dúvidas

A crise de pânico pode levar a óbito?

Geralmente, não. “Na medicina tudo pode, mas não é nada comum. Se isso aconteceu, são casos bem esporádicos”, conta.

É verdade que no caso de irmão gêmeos, se um tem a doença, o outro também terá?

Nem todo mundo que tem pânico, tem hereditariedade. Mas, nesse caso dos gêmeos, a concordância de pânico é de 40%. Então, 40% dos irmãos gêmeos vão ter pânico.

De que jeito a família pode colaborar com a pessoa que sofre com a síndrome?

Muitas vezes a família subestima os sinais do paciente e não o ajuda a procurar um tratamento, desvalorizando os sintomas da própria doença. Ou, as vezes, é uma família que poupa o paciente e faz com que ele fique em casa, não o estimulando a sair. O ideal nas doenças mentais é que os pacientes enfrentem as situações adversas do dia a dia, na medida do que sua própria patologia permite, mas que não fiquem em casa de repouso como se fosse uma gripe. A família pode incentivar a perder o medo, mas respeitando os limites do tratamento.

Quais os principais tratamentos?

O tratamento ideal é aquele que combina a parte farmacológica com psicoterapia. Para a farmacologia, pode dar antidepressivos associados, que abortam o ataque de pânico na hora e dão confiança ao paciente até os antidepressivos fazerem efeito. Já a terapia ajuda o paciente a desenvolver alterações comportamentais de enfrentamento dos ataques de pânico. Então, o melhor tratamento é a combinação dessas duas opções.

Como os hábitos saudáveis contribuem para o tratamento?

É saudável o paciente fazer meditação e ioga, que são técnicas que esvaziam a cabeça e ajudam no controle da ansiedade. Além disso, fazer esporte colabora, pois ele leva o paciente a ter sintomas parecidos com o do pânico, mas de uma maneira agradável e prazerosa. Então, ajuda o paciente a lidar melhor com esses sintomas. A alimentação saudável também sempre ajuda.

Questão de gênero

“pessoas sensíveis são mais suscetíveis a desenvolver a doença, pois elas sentem muito mais as variações emocionais que acontecem ao redor delas”, afirma Leonard Verea, psiquiatra. Essa pode ser uma das explicações para o fato de as mulheres sofrerem mais com a síndrome do pânico. De acordo com estudos, a prevalência do mal em mulheres é maior que em homens, sendo que cerca de 4 mulheres são afetadas a cada 1 homem.

Por que isso acontece?

A causa para a doença ser maior em mulheres ainda não é clara. “Segundo pesquisas, um dos fatores mais influentes são os aspectos culturais na nossa sociedade em que as mulheres possuem uma maior aceitação cultural de comportamentos de medo e esquiva em relação aos homens”, esclarece André Luiz Monezi Andrade, psicólogo e docente do curso de Psicologia da Universidade Anhembi Morumbi. Além disso, o profissional afirma que alterações  em substâncias conhecidas como neurotransmissores (serotonina e noradrenalina) também já foram detectadas como causa, mas esta área ainda carece de mais estudos.

Tratamento

Embora a ocorrência dessa doença seja maior em um gênero do que em outro, o tratamento farmacológico é idêntico entre homens e mulheres. “Em paralelo, a psicoterapia é de suma importância para que a pessoa consiga identificar os disparadores (gatilhos) ligado às crises. Desta forma , ela possui condições de se preparar momentos antes de ter o ataque, melhorando, e muito, sua qualidade de vida”, diz o psicólogo. O que acontece é que a psicoterapia pode ser personalizada para cada pessoa de acordo com a gravidade e quantidade de sintomas mas não devido ao gênero.

Na gravidez

Os ataques de pânico são mais comuns durante o período pré-menstrual, muito provavelmente devido a alterações nos níveis de progesterona e estrogênio. Contudo, a relação entre gravidez e síndrome do pânico ainda é muito conflitante. “Para termos uma ideia, um grupo de pesquisadores que estudaram gestantes que já apresentavam o problema antes da gravidez, perceberam que cerca de 40% das mulheres não mostraram alterações nos seus sintomas, 30% perceberam uma melhora e 30% pioraram o quadro”, explica André Luiz. Outro ponto importante é que nenhum estudo indica uma relação entre os ataques de pânico e alterações no desenvolvimento do bebê.

Segundo o professor, a indicação é que seja feita a psicoterapia e o uso de medicações, mas com a regulação das dosagens seguindo orientações do médico psiquiatra. Portanto, encontrar um especialista é sempre a melhor opção.

Transtorno psiquiátrico na gestação. Como se medicar na gestação?

Estresse, depressão e complicações de ansiedade na gravidez estão relacionados a casos de partos prematuros, mas tomar alguns remédios pode apresentar risco de má-formação do bebê. A gestação é período de mudanças físicas, emocionais e sociais na mulher, gerando expectativas, novos projetos e fantasias. Não bastassem incertezas e responsabilidades, alterações hormonais favorecem o surgimento ou agravamento de quadros psiquiátricos, principalmente transtornos depressivos e ansiosos. As estatísticas variam, mas de 10% a 15% das gestantes têm os problemas que, se não tratados, podem levar à chance de recaída superior a 75%. “Por mais contraditório que pareça, muitas pacientes apresentam tristeza ou ansiedade em vez de alegria nessa fase. Os limites entre o fisiológico e patológico podem ser estreitos, gerando dúvidas em obstetras, clínicos e psiquiatras”, afirma Joel Rennó Júnior, coordenador da Comissão de Estudos e Pesquisa da Saúde Mental da Mulher da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Esse grupo de especialistas deve estar preparado para decidir qual é o maior risco: tratar ou não tratar o transtorno psiquiátrico na gestação? Segundo Rennó Júnior, há um grupo de gestantes mais sensível às variações dos níveis hormonais, o que pode ser determinado geneticamente. Por outro lado, há mulheres com fatores estressores significativos durante a gravidez: relacionamento conjugal instável; baixo suporte social e status socioeconômico; histórico de abuso físico e sexual e de uso de álcool e drogas; antecedentes de abortamentos espontâneos; complicações obstétricas ou na véspera do parto, entre outros “gatilhos” que podem desencadear transtornos mentais na gravidez. Também o histórico de depressão ao longo do ciclo de vida da mulher deve ser investigado.

É comum que os médicos recebam em seus consultórios mulheres com depressão recorrente, fazendo uso controlado de medicamento e querendo engravidar. O que fazer? Parar com a medicação? Trocar o antidepressivo? Para o psiquiatra Joel Rennó, em casos de transtornos psiquiátricos na gestação, a decisão entre usar ou não medicamentos nunca será isenta de riscos. O problema é que um levantamento recente aponta que 77% das grávidas que interrompem o tratamento psiquiátrico o fazem com orientação médica. “A maioria é desaconselhada pelo próprio obstetra. Quem quer ausência de risco dificilmente vai fazer o tratamento de transtornos psiquiátricos perinatais. Só que não existe ausência de risco, seja ela do tratamento ou da própria doença”, explica.

Segundo Rennó Júnior, que também é diretor do Programa de Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o estresse, por exemplo, pode levar ao crescimento intrauterino retardado, predispor abortamentos espontâneos, determinar o nascimento de um bebê com perímetro encefálico diminuído, além de aumentar o risco de parto prematuro. Alterações imunológicas, inflamatórias e na resistência da artéria uterina também são responsáveis por um desenvolvimento alterado da criança e pode ocorrer não só em casos de estresse, mas também de ansiedade e depressão. “Mas esses fatores geralmente não são levados em consideração por quem para a medicação. Só se levam em consideração os efeitos dos psicofármacos.”

Qualquer mulher, mesmo a que não toma remédio, tem um risco de má-formação que varia de 3% a 6%. Estudos recentes demonstraram que muitos medicamentos estão na mesma faixa de risco, ou menor. Esses estariam “permitidos”. Mas para o especialista, o melhor modo de lidar com esse impasse é o planejamento da gestação, permitindo, assim, uma discussão de opções terapêuticas, e mesmo troca, se necessário, para uma medicação mais segura na gravidez. “Nesse momento, o objetivo da farmacoterapia não é o controle máximo de sintomas, mas a redução dos que prejudiquem a mãe ou o feto. Sempre que possível, a psicoterapia e as medidas psicossociais devem preceder a farmacoterapia. Todas as recomendações, entretanto, devem ser discutidas com paciente, família e obstetra”, acrescenta Rennó.

Transtornos ansiosos

Tipicamente surgidos na infância e na adolescência, os transtornos ansiosos têm maior incidência na idade fértil e podem ter menor intensidade durante a gestação. A síndrome do pânico, o transtorno obsessivo compulsivo e o transtorno de estresse pós-traumático podem se iniciar ou se exarcebar no pós-parto, sendo fatores de risco para a depressão pós-parto. O transtorno de ansiedade generalizada, por exemplo, tem 8,5% de prevalência na gestação. Precisam ser tratados por estar relacionados a maior risco de diabetes, doenças cardíacas e hipertonia, o aumento anormal do tônus muscular. A ansiedade na gestação também leva ao parto prematuro, baixo peso, complicações obstétricas e maior uso de analgésicos no trabalho de parto.

Já o estresse na gestação geralmente é desencadeado por episódios como luto, eventos catastróficos e aborrecimentos diários, podendo também ser um estresse crônico ligado a preconceito, contexto social e questões ocupacionais. Pode levar a alterações imunológicas e inflamatórias significativas, via responsável por 50% dos partos prematuros.

Hormônios

A depressão é outra preocupação. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o risco para desenvolvimento de um transtorno depressivo maior durante a vida varia de 10% a 25% nas mulheres. Na gestação, a prevalência é de 7,4% no primeiro trimestre e de 12% no segundo e terceiro. Os sintomas variam com a flutuação dos hormônios. Por isso, a história da vida reprodutiva da paciente deve ser investigada, pois os anticoncepcionais podem ter interação medicamentosa com psicotrópicos.

O tratamento da depressão em mulheres grávidas ou planejando engravidar requer cuidadosa avaliação dos riscos e benefícios à paciente e ao feto. Mulheres que estão em tratamento de depressão devem planejar a gravidez, discutindo a ideia com o seu psiquiatra e com o obstetra. Em casos específicos, inicialmente, apenas a psicoterapia pode ser uma opção de tratamento. As medicações antidepressivas devem ser consideradas para as gestantes com sintomas moderados a graves. Em todos os trimestres da gravidez, o grupo dos antidepressivos serotoninérgicos costuma ser relativamente seguro, sendo o citalopram, a sertralina e a fluoxetina as opções com menores riscos segundo os últimos estudos. Embora os antidepressivos tricíclicos sejam seguros quanto ao aspecto da malformação ou teratogênese – formação e desenvolvimento de anomalias no bebê –, eles não seriam adequados para o fim da gravidez.

Além da síndrome do pânico

Essa síndrome, quando não tratada, pode aumentar não somente a intensidade das crises, mas também a frequência com que ocorrem. Além disso, segundo André Luiz, cerca de 50% das pessoas com a doença podem apresentar um quadro de depressão, prejudicando ainda mais seu funcionamento de vida. Outro problema comum em cerca de 50% destas pessoas é a chamada agorafobia (palavra que vem do grego e significa medo de locais aberto ou com muitas pessoas). “Como estas pessoas não sabem quando terão a crise, elas podem ter medo de sair de casa sozinhas pela falta de alguém de confiança ao lado delas quando tiverem um ataque”, finaliza o professor.

Problemas paralelos

Ansiedade, depressão e outras doenças do cérebro podem colaborar com o aparecimento dessa síndrome. Alguns médicos classificam a síndrome do pânico como ansiedade patológica, ou seja, quando a ansiedade passa de um nível normal e natural para algo abusivo, prejudicando a vida do paciente. Em consequência disso, a pessoa pode desenvolver tal síndrome e cair em depressão, outra doença do cérebro. Vamos conhecer agora um pouco mais desses males que atrapalham a vida de muita gente!

Depressão

A depressão é uma das doenças mais comuns dos dias atuais – atinge 121 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundia da Saúde (OMS). Pode ser ocasionada por fatores biológicos, psicológicos ou ambientais, como explica a psicóloga Marcella Mantovani Pazini: “Do ponto de vista psicológico, a depressão está relacionada a experiências de perdas significativas, como morte de um ente querido, perda de um emprego, de um local de moradia, de status socioeconômico, doença grave ou crônica, ou algo puramente simbólico e importante para aquela pessoa que não possa ser alcançado ou tenha sido perdido.” E, de acordo com os sintomas, pode ser classificada de 5 tipos diferentes:

Transtorno bipolar: essa doença é caracterizada pela mudança repentina de humor: de repente, aquela pessoa que estava alegre e de bem com a vida, fica triste e depressiva. Segundo a profissional, essa é uma doença que atinge tanto homens, quanto mulheres, igualmente, principalmente entre os 15 e os 30 anos.

Distimia: Ela se difere da depressão comum devida a sua intensidade, já que a depressão comum se inicia de uma hora para outra. Desde a infância, as pessoas que sofrem desse mal já são consideradas pessoas que se relacionam com dificuldade. Isso ocorre, pois elas ficam irritadas, mal humoradas e desanimadas na maior parte do tempo.

Depressão sazonal: Você sabia que a falta de luz solar pode provocar alterações de humor? Durante épocas frias, como o outono e inverno, é normal que as pessoas não tenham tanto contato com o sol e fiquem mais depressivas. Isso é muito comum em países cujas estações são melhores definidas, como os do hemisfério norte.

Depressão psicótica: Esses pacientes apresentam os sintomas comuns da depressão mais clássica, além de rompimento com a realidade. É comum que eles tenham alucinações e delírios.

Depressão pós-parto: É muito comum que, mesmo com a chegada do bebê e o início de uma nova fase, a mulher entra em depressão e sinta uma profunda tristeza. Esse quadro se intensifica cada vez mais, a ponto de incapacitá-la de realizar as tarefas comuns do dia a dia. Essa situação ocorre devido a vários fatores, mas principalmente, a diferença hormonal após a mulher dar a luz. Durante a gestação, o organismo feminino está submetido a altos níveis de estrógeno e progesterona e, algumas horas após o parto, o nível destes hormônios cai drasticamente. A consequência, muitas vezes, é a depressão.

Tristeza e depressão: qual a diferença?

Você sabe diferenciar a tristeza da depressão? É que, diferentemente da depressão, a tristeza não é uma doença. É muito comum ficar triste com algum fato da vida e isso é absolutamente normal. Essa tristeza é passageira e não impede de a pessoa reagir com fatos de alegria e motivadores. Mas isso não acontece na depressão. As pessoas depressivas não reagem a boas situações que acontecem e ficam desanimadas. “O sintoma central da depressão é a predominância do humor triste e da angústia, além de o choro ser fácil e frequente. Outros sintomas são: visão de mundo pessimista, baixa autoestima, sentimento de incapacidade, irritabilidade aumentada, falta de concentração, insônia ou hipersonia (dificuldade de dormir ou até mesmo sonolência excessiva), e também alterações no apetite, que pode estar aumentado ou diminuído, levando a ganho ou perda de peso”, explica Marcella Mantovani Pazini.

Ansiedade

Essa é uma experiência que representa um estado afetivo normal e faz parte da natureza humana, sendo bastante útil, pois faz com que a pessoa fique atenta a um perigo iminente e tome as medidas adequadas para lidar com a situação. Quando passa a ser excessiva, com dificuldade de controle, comprometendo e trazendo prejuízos em áreas importantes da vida, é importante suspeitar do aparecimento do transtorno de ansiedade. “geralmente, a sensação de ansiedade passa a dominar a maior parte do dia do indivíduo, de uma forma desproporcional aos estímulos do cotidiano, causando prejuízos no trabalho e no convívio social, além de estar associado a outros sintomas, como irritabilidade, alteração de concentração e do padrão do sono e aumento da tensão muscular”, explica Ervin Cotrik, psiquiatra. Então saiba como identificar  que você está sofrendo com o transtorno de ansiedade.

Diagnóstico

É importante fazer o diagnóstico correto, pois os tratamentos diferem de um tipo de ansiedade para outro. Dependendo do distúrbio, a terapia comportamental, o tratamento medicamentoso ou a psicoterapia, isoladamente ou combinados adequadamente, podem aliviar significativamente a angústia e a disfunção da maioria dos pacientes. Para um diagnóstico correto:

  • Alguns exames são necessários para descartar possíveis doenças orgânicas que possam disfarçar o quadro do transtorno de ansiedade, como por exemplo, o hipertireoidismo. Porém, de uma forma geral, o diagnóstico é clínico, ou seja, existem critérios que precisam ser analisados, tais como:
  • Ansiedade e preocupações excessivas (expectativa apreensiva), ocorrendo na maioria dos dias, pelo período mínimo de seis meses, com diversos eventos ou atividades, como desempenho escolar ou profissional.
  • O indivíduo considera difícil controlar a preocupação.
  • A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social da pessoa.
  • Associação com pelo menos 3 dos sintomas a seguir (esses sintomas devem estar presentes na maioria dos dias dos últimos 6 meses): inquietude, facilmente fadigado, dificuldade de concentração ou problemas de memória, irritabilidade,  tensão muscular e distúrbios no sono.

Álcool: É comum as pessoas associarem a ingestão de bebidas alcoólicas com uma sensação de alívio da ansiedade. Porém, de acordo com Ervin, após o uso dessa substância, essa sensação pode voltar mais intensa e com mais sintomas físicos. “O álcool tem um efeito inicial semelhante aos ansiolíticos, causando uma diminuição da ansiedade e da tensão muscular, mas, com o passar do tempo, tem um grande potencial à dependência”, acrescenta.

Fobia social

Já ouviu falar em agorafobia? Esse é mais um transtorno decorrente da síndrome do pânico e é caracterizado pelo medo que a pessoa tem de enfrentar determinadas situações. Por exemplo: se um indivíduo saiu de casa e teve um ataque de pânico no trânsito, passará a evitar situações na qual enfrente trânsito novamente.

Para não ficar tão confuso e ser possível entender melhor o conceito dessa fobia, é interessante basear-se na explicação do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiatra Americana (DSM-IV), o qual afirma que o termo agorafobia é usado para representar comportamentos de fuga, que surgem quando determinada pessoa se encontra em situações ou locais que seria de difícil escape. O grande problema é que em casos mais graves, essa fobia acaba comprometendo a vida social e profissional das pessoas.

Estou doente? Saiba como detectar se você está sofrendo com a síndrome do pânico

De uma forma mais simples, é possível explicar as crises de pânico como sendo, na verdade, reações de alerta do organismo. Para algumas pessoas, esse alarme dispara sem qualquer motivo aparente. “É como se o alarme estivesse com defeito, tocando à toa”, exemplifica a psicóloga Olga Tessari. Para piorar ainda mais a situação, é comum as pessoas que têm pânico passarem a ter medo dos locais onde acrise aconteceu. Por isso, identificar se você sofre com a síndrome é um passo importantíssimo para melhorar a qualidade de vida.

Existem exames?

O pânico é uma consequência de uma ansiedade elevada por muito tempo e não existe nenhum exame físico ou médico específico que o diagnostique. É comum a pessoa que sofre com síndrome ir ao hospital acreditando que está tendo um ataque cardíaco, pois os sintomas do pânico se assemelham a um infarto. “Em geral os pacientes saem muito frustrados do médico e não acreditam que seja um distúrbio de ansiedade que pode ser resolvido com medicação combinado com tratamento psicológico”, esclarece Olga.

Principais sintomas

Alguns sintomas físicos ajudam a detectar a síndrome do pânico, tais como:

  • Suor frio e abundante
  • Dor no peito e palpitações
  • Calafrios ou ondas de calor
  • Formigamento das mãos e/ou pés
  • Sensação de estar sonhando (distorções de percepção da realidade).
  • Sensação de que algo inimaginavelmente horrível está prestes a acontecer, sentindo-se impotente para evitar tal acontecimento.
  • Sensação de estar passando por um ataque cardíaco (quando esta possibilidade já foi descartada pelos médicos)
  • Sensação de parar de respirar, falta de ar (quando a avaliação médica confirma que não há dificuldade física em respirar)
  • Mal estar geral.
  • Medo de vomitar em publico (quando não há qualquer fator que provoque esta ânsia).
  • Medo de ter dor de barriga (quando não há quadro clinico que justifique).
  • Evitar dirigir ou de enfrentar transito – medo de ficar preso no transito.
  • Medo de perder o controle.
  • Medo de ficar preso em algum lugar.
  • Medo de sair de casa desacompanhado.
  • Dificuldade em se concentrar no que está acontecendo ao seu redor.
  • Sensação de estar “enlouquecendo”.
  • Evitar lugares específicos como cinema, mercados, elevadores, ônibus, etc – por medo de passar mal.
  • Desrrealização – Sensação de que o ambiente é real.
  • Despersonalização – Sensação de você não ser você mesmo.

Quais as causas

“A ansiedade faz parte da vida e está relacionada à expectativa que temos diante de algum evento, situação ou problema”, diz Olga. Por isso, tentar prever todas as possibilidades para evitar o sofrimento gera muita tensão, o que colabora para que a ansiedade se eleve e ultrapasse o nível normal e aceitável que não causa sofrimento. Em suma, a causa do pânico está relacionada à maneira como a pessoa lida com as situações do dia a dia.

Predisposição

As pessoas que sofrem da síndrome do pânico, em sua maioria, são jovens – na faixa de etária de 21 a 40 anos – e estão na plenitude de suas vidas profissionais. O perfil da personalidade das pessoas que sofrem com essa doença apresenta muitos aspectos em comum. Geralmente são extremamente produtivas no nível profissional, costumam assumir uma carga excessiva de responsabilidades e afazeres, são muito exigentes consigo mesmas e não convivem bem com erros ou imprevistos, pois têm tendências perfeccionistas com excessiva necessidade de estar no controle e de ter a aprovação dos outros. “Essa forma de ser acaba por predispor estas pessoas a situações de estrese acentuado, fato que pode levar ao aumento intenso da atividade de determinadas regiões do cérebro, desencadeando, assim, um desiquilíbrio bioquímico e, consequentemente, o aparecimento dos ataques de pânicos”, explica a profissional.

Fique de olho

Em geral, quem sofre com a síndrome do pânico vem de famílias cujos pais ou responsáveis são muito críticos, fazem várias exigências e comparações, e colaboram para que as crianças se tornem ansiosas. “A sobrecarga de obrigações imposta a elas, como escola, balé, natação ou inglês também diminui o tempo das brincadeiras infantis, algo essencial para o desenvolvimento delas e para que a ansiedade se mantenha sob controle”, acrescenta a psicóloga. Vale dizer que a síndrome do pânico não é genética, mas está relacionada à maneira como a pessoa lida com as situações da vida, ao seu perfil de personalidade e às influências do meio que a cerca.

Adeus a doença. Combinações de tratamento é o método usado pelos médicos

Transtorno do pânico se carateriza por crises repetidas e sem causa identificada que interferem na vida cotidiana. Nessa doença, os sintomas físicos são, na realidade, uma defesa natural a uma situação ameaçadora sem que ela esteja ocorrendo, como um estado de fuga ou defesa diante de um risco.

Em relação ao tratamento , o transtorno do pânico não possui medicamentos específicos para combatê-lo. Segundo o psiquiatra Luiz Vicente Figueira de Mello, o que se pode fazer é conciliar as terapias com remédios voltados para cada sintoma. “Os medicamentos usados atualmente são os antidepressivos que melhoram a função da serotonina nas áreas cerebrais envolvidas. Os benzodiazepínicos são muito úteis no início do tratamento para inibir rapidamente as crises de pânico, mas em longo prazo podem levar à dependência, prejuízos cognitivos ou sedação excessiva”, explica o profissional.

A medicação pode ajudar bastante no controle das crises de pânico de pânico. A única limitação dos remédios é que eles não ensinam ao paciente a influenciar  seus estados internos, nem a perder o medo do que sentem. O aprendizado  de técnicas de autogerenciamento é importante para que a pessoa possa se regular, sentir-se menos vulnerável e impotente frente suas crises de pânico.

Cuidando da mente

“Em tratamento psicológico especializado utilizamos técnicas de exposição relacionadas às reações corporais, permitindo que a pessoa vença o medo do que sente”, declara Artur Scarpato, psicólogo.  Por isso, as estratégias de confronto gradual aumentam a tolerância interna aos sintomas de ansiedade. E, após a superação das crises, são trabalhadas as questões psicológicas que contribuíram para desencadear o processo de pânico. Como ansiedade é uma emoção natural, aprender a controlar é fundamental para que a pessoa supere suas recaídas. “Caso contrário, cada vez que ela ficar estressada e ansiosa, vai reativar o seu medo, produzindo mais ansiedade, e assim voltando com suas crises de pânico”, explica.

Tratamento quebra-cabeça

Um tratamento eficaz para o transtorno do pânico deve contemplar tanto a terapia, como uma regulação do nível de ansiedade e da depressão. A diminuição dos sintomas é importante, mas não pode se tornar a única estratégia, pois pode alimentar a aversão da pessoa em se sentir ansiosa. “Quando as crises são intensas, dificultando até a ida a um psicólogo, optamos por um tratamento que inclui medicação e psicoterapia”, esclarece Scarpato. Segundo o psicólogo, a opção mais precária seria tratar o transtorno do pânico somente com medicação, visto que o índice de recaídas é maior quando há somente intervenção medicamentosa do que quando há também um tratamento psicológico.

Para um paciente se curar, não basta controlar as crises, é necessário aumentar sua tolerância às reações de ansiedade e integrar as sensações e sentimentos que estavam causando as crises. “Na relação causa e efeito, resolvendo a causa, o efeito deixa de existir, e é muito difícil saber se a pessoa vai ficar totalmente curada ou não. O intuito do processo terapêutico é que se resolva tudo e que possibilite a volta do paciente ao convívio social de forma plena e satisfatória”, diz Leonard Verea, psiquiatra.  Ao todo, o processo leva normalmente de seis meses a um ano. Outro fator determinante para a duração é o tempo necessário para enfrentar os mecanismos de defesa e resistências da mente do paciente.

Tipos de medicamentos

Medicamentos antidepressivos tricíclicos: São indicados para a redução da intensidade e frequência com que ocorrem os ataques. Também servem para diminuir a ansiedade e a depressão, que pode se associar ao paciente.

Os mais utilizados são o Imipramina e o Clomipramina. O primeiro agindo contra a ansiedade e o segundo em ações complexas sobre o sistema nervoso central. Mas, ao mesmo tempo em que o Clomipramina age na recaptura de noradrenalina e serotonina, ele também provoca efeitos colaterais como lentidão, tontura, visão turva e sonolência, ganho de peso, hipotensão, fadiga, constipação e diarreia.

Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina: São utilizados para o tratamento devido a sua eficiência antipânico e antifóbicos. Eles são denominados pela sigla ISRS, sendo que atuam inibindo o neurotransmissor defeituoso, que está provocando as crises de pânico.

Os mais comuns são a Nefazodona, o Fluvoxamina e a Sertalina. A primeira mostra mais eficiência do que a clomipramina, por exemplo, e possui menos efeitos colaterais. Já a Fluoxetina é o mais utilizado e, por isso, conta com mais experiência acumulada no tratamento do distúrbio. Não é aconselhável que sejam usados com outros medicamentos.

Antidepressivos atípicos: Outra opção, pois não se enquadra em nenhuma das demais categorias e por isso recebem esse nome. Existem muitos tipos de remédios atípicos e cada um atua diferente, mas sempre dentro do mesmo sistema, aumentando a transmissão dos neurônios.

Alguns dos fármacos  mais conhecidos são os Benzodiazepínicos (ansiolíticos), que possuem rápido início de ação, a Paroxetina, não muito aceita em pesquisas pelos pacientes e o Citalopran, que está em fase de estudos. Alguns deles são mais usados em tratamentos realizados na Europa, sendo menos utilizados por profissionais brasileiros.

Como dar o primeiro passo? O que fazer quando a síndrome do pânico é detectada?

Normalmente, pessoas com síndrome do pânico limitam suas vidas para evitar que tenham crises. “Crises de pânico são comuns a todos os indivíduos. O que difere a síndrome de pânico das crises é sua frequência”, comenta a psicóloga Amanda Spinicci Paiva. Quanto antes diagnosticada, mais fácil se torna o tratamento. A cura para a síndrome do pânico é difícil e demorada, mas não é impossível. O apoio da família, dos amigos, a procura de um bom profissional e o conhecimento sobre o assunto são vitais no processo de reabilitação.Conheça algumas dicas para dar os passos iniciais.

Detectando o problema

Quando detectado os sintomas, deve-se lembrar que a síndrome do pânico é um transtorno mais normal do que se imagina. O primeiro passo, apesar de ser um dos mais difíceis, é essencial para o tratamento. Assumir que está com problemas e tomar coragem para procurar ajuda é muito importante e deve ser feito de imediato.

É comum as pessoas com a síndrome acreditarem que nada poderá ajudá-las e se sentirem sempre fracas, desamparadas e impotentes. Não se deve ter vergonha de procurar auxílio. Recorra a um médico, psicólogo ou a uma pessoa de confiança para contar como se sente e dizer o que está acontecendo.

Como reagir

Ler a respeito e procurar depoimentos de quem sofre, ou já sofreu do mesmo problema, pode ajudar, e muito, como aconselha a psicóloga Amanad Spinicci Paiva. “Saber que não está sozinho, se identificar com outras histórias parecidas e ter consciência que isso não é uma fraqueza fará muito bem ao paciente”. Nesse momento, a presença de amigos e familiares é extremamente necessária. “Atitudes como julgamento e crítica só atrapalham o tratamento”. Por isso, o conhecimento evita o preconceito e ajuda quem está próximo a apoiar o indivíduo nos momentos de crises, acalmando e controlando os sintomas.

Quem procurar?

A ajuda médica deve ser acionada assim que os sintomas forem percebidos, quando já não há mais controle sobre as crises de ansiedades e elas se tornam cada vez mais frequentes. O profissional, tanto o médico quanto o psicólogo, irá avaliar e encaminhar a pessoa para o tratamento devido.

Lembre-se sempre de nunca ter medo ou vergonha, de assumir o transtorno, nem de pedir ajuda a quem está por perto. A síndrome do pânico pode ser tratada, se diagnosticada a tempo e acompanhada de especialistas.

Ao iniciar o tratamento da síndrome do pânico devemos observar algumas condições:

  • Diagnóstico realizado por um psicólogo, pois os sintomas podem confundir e fazer você acreditar que está com pânico quando na realidade pode ter TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo ou outro quadro ansioso.
  • A cura da síndrome do pânico se tornará mais rápida quanto mais “isolada” estiver, ou seja, se não houver comorbidades (outros transtornos juntos como Transtorno Obsessivo Compulsivo, depressão, fobia social, hipocondria, delírios, esquizofrenia, etc ).
  • Disposição para realizar as tarefas entre as sessões, pois serão fornecidos exercícios para serem realizados durante a semana.
  • Comprometimento. Não interromper o tratamento nem prejudicá-lo com bebidas alcoólicas ou drogas.

Faça o teste para avaliar se você pode estar sofrendo da síndrome do pânico

Se você tem tido crises de forma inesperada, abrupta e sem motivo aparente, avalie quantos desses sintomas você apresenta durante a crise:

( ) Contração/tensão muscular, rijeza

( ) Palpitações (o coração dispara)

( ) Tontura, atordoamento, náusea

( ) Dificuldade de respirar (boca seca)

( ) Calafrios ou ondas de calor, sudorese

( ) Sensação de “estar sonhando” ou distorções de percepção da realidade

( ) Terror – sensação de que algo inimaginavelmente horrível está prestes a acontecer e de que se está impotente para evitar tal acontecimento

( ) Confusão, pensamento rápido

( ) Medo de perder o controle, fazer algo embaraçoso

( ) Medo de morrer

( ) Vertigens ou sensação de debilidade

4 ou mais sintomas: procure um médico. Você pode estar manifestando sinais de uma síndrome do pânico.

Fim do pânico! Ao contrário do que muitos pensam, a síndrome do pânico tem cura!

O que muitas pessoas não sabem é que, apesar de não ser um processo curto nem fácil, a síndrome do pânico tem cura sim! Acontece que quanto mais tempo levar para o início do tratamento, mais difícil fica de chegar ao final. “Imagine como um corte que não é tratado logo de início, a possibilidade da infecção aumentar é maior sendo mais longa sua cicatrização”, compara a especialista.

O indivíduo com transtorno do pânico desenvolve um medo de ter crises, o medo do medo, criando um ciclo vicioso, uma bola de neve cada vez maior. No início é mais fácil romper esse ciclo e diluir a bola. Mas isso também varia de indivíduo para indivíduo e suas características psíquicas. É necessário aliar o tratamento físico e emocional, medicação e psicoterapia para obter o sucesso.

Como cuidar

O tratamento ideal é a união da psicoterapia com a medicação. Em alguns casos, obtêm-se resultados somente com a psicoterapia, mas normalmente o tratamento se torna mais longo e dolorido. A medicação tem como função controlar os sintomas e baixar a ansiedade para propiciar um campo mais favorável para o trabalho emocional e começa a surtir efeitos de 10 a 30 dias.

O tratamento somente com medicação não é eficaz. A ilusão de cura é criada, pois o remédio diminui e até cessa os sintomas, mas ao parar de tomar a medicação todos os sintomas voltam, pois as causas não foram trabalhadas.

Terapia

O tratamento com a psicoterapia não tem prazo definido, mas com certeza não é rápido. Também varia de indivíduo para indivíduo e em que estágio a doença está.

Segundo a psicóloga, o objetivo principal da psicoterapia é descobrir, entender e analisar junto com o paciente as causas psíquicas e emocionais das crises e a sua personalidade como um todo. Consequentemente, cria-se um autoconhecimento, uma percepção de si e da realidade proporcionando meios para proporcionar de forma satisfatória as crises.

A psicoterapia inicia com um papel de entendimento das crises, entendimento do que é a síndrome. Assim surge a aliança terapêutica, um papel educativo que vai gerando confiança no paciente em relação ao seu terapeuta. Estabelecida essa aliança, o terapeuta pode entrar nos aspectos emocionais do indivíduo. Começa trabalhar o inconsciente e suas causas efetivas, entender a sensação de desamparo e impotência, a visão distorcida dos fatores desencadeadores da crise, os pensamentos que causam o pânico e aprender a substituir e controlar esses pensamentos. É onde ocorre o enfrentamento das possíveis situações das crises.

A partir do momento que se assume que há algo errado e não há mais controle sobre as crises é praticamente instintivo procurar uma solução. Esse passo é fundamental para o tratamento da síndrome do pânico. Quanto antes detectada, mais rápido é o tratamento. É muito importante não ter medo nem vergonha de procurar ajuda. Confie em seus familiares, médicos e amigos. Isso só tornará o processo mais leve de ser encarado.

Prevenção

As causas do transtorno ainda não são definidas. Pode haver o fator genético ou não. O abuso de álcool e drogas também pode ser uma causa, bem como relações afetivas na primeira infância. Mas não existe controle sobre as causas  para definir uma prevenção. Uma atitude que pode ser preventiva é a psicoterapia, por gerar o autoconhecimento e trabalhar os aspectos emocionais de nossas relações afetivas, fortalecendo a pessoa para enfrentar e suportar os desencadeadores. Exercícios físicos são bem-vindos. Mantém o corpo e a mente ativos e sadios. O ideal é procurar o tipo certo de exercício para cada pessoa. O que é muito importante durante as crises são exercícios de respiração, fazendo com que o indivíduo retome o controle sobre seu corpo e mente. Meditação, ioga e pilates são atividades indicadas, pois nos ensinam a respirar corretamente e concentrar a mente em cada parte do corpo.

Como agir na hora da crise?

Antes de partir para a ação, é importante saber como identificar que você está em crise. O diagnóstico da doença é feito por meio dos sintomas que o paciente apresenta, sendo que o mais característico e intenso é a extrema ansiedade. “Ela consiste em uma resposta natural a uma situação que o corpo considera ameaçadora e que traz ao organismo uma sensação desagradável de que algo muito ruim está por vir”, diz Leonardo Verea. Além disso, junto com essa sensação, a pessoa também sente alguns sintomas físicos, como batedeira no peito, dores na nuca, mãos frias, boca seca, inquietação, falta de ar, insônia ou dor de barriga.

As pessoas em estado ansioso perdem boa parte de sua autoestima, já que deixam de fazer muitas coisas porque se julgam incapazes de realizá-las. Quando a ansiedade é recorrente e intensa, é chamada de síndrome do pânico. “Muitas pessoas sofrem por antecipação, vivem a sensação do medo de ter medo, colocando em ato um processo chamado de evitação: por receio de viver uma crise de ansiedade ou de pânico, a pessoa limita cada vez mais o próprio raio de ação, evitando todas aquelas situações que considera um risco”, esclarece Leonard. O problema é que essa ação não ajuda a diminuir os sintomas, pelo contrário, cria outros. Dessa forma, o mais indicado é procurar ajuda médica e ficar atento a pequenas atitudes que podem ajudar durante as crises de pânico.

Posso ajudar?

A prevenção das crises da síndrome do pânico existe a partir do momento em que a pessoa aceita sua fragilidade com uma certa antecedência e busca ajuda profissional. “Quando a pessoa começa a viver casos de depressão, ansiedade, picos de altos e baixos de insegurança e indecisão, mas percebe que precisa de ajuda, ela não chega ao nível da síndrome do pânico, pois só a ajuda já é suficiente para amenizar os conflitos internos e não desencadear os extremos”, aconselha o psiquiatra.

Saber que tem um espaço disponível com uma pessoa disponível e atenta ao que você está falando já faz com que a pessoa se sinta mais à vontade na busca da solução dos problemas. Como Leonard ensina, ajuda profissional é fundamental e o processo terapêutico precisa ser acolhedor.

Aprenda a lidar

Algumas medidas mais simples podem ajudar no momento que a crise, de fato, começar:

  • Procure se lembrar de que as emoções não podem fazer mal a você. É uma sensação passageira.
  • Tente afastar os pensamentos negativos e assustadores. Procure combater a ansiedade relaxando e se distraindo com alguma coisa positiva.
  • Se possível, peça ajuda a algum amigo, ligue e converse até se sentir mais tranquilo e seguro.

Respiração

Normalmente, quando fica nervosa ou com medo, a pessoa tende a respirar de uma forma mais rápida e com um espaço de tempo mais curto. O fato é que esse tipo de respiração, conhecida como hiperventilação, pode se tornar um problema, já que entra muito oxigênio no corpo, diminuindo a quantidade de CO2 no organismo, o que pode causar o estreitamento de certos vasos sanguíneos do corpo e sensações ruins, como tremores e formigamentos.

Portanto, para evitar que exista o ciclo “ansiedade-hiperventilação-incômodo”, procure alterar a forma de respiração. Para isso , vale respirar dentro de um saco, pois dessa forma, a pessoa vai inspirar dióxido de carbono e oxigênio, facilitando o equilíbrio entre ambos. Outra forma é tentar respirar fundo e mais devagar.

Ajuda da hipnose

Quem sofre deste mal, costuma fazer uma verdadeira maratona a diversos especialistas e, após uma quantidade exagerada de exames complementares, recebem, muitas vezes, o diagnóstico de que não tem nada, o que contribui para aumentar sua insegurança e desespero. Por vezes, a situação do pânico é reduzida a termos evasivos como: nervosismo, estresse, fraqueza emocional ou dores de cabeça. “Isto pode criar uma impressão de que não há um problema de fato e, portanto, não existe tratamento para tal”, alerta o psiquiatra.

Porém, uma das abordagens mais atuais na cura de várias fobias, dentre elas do pânico, é o tratamento com Hipnose Dinâmica, que se propõe a buscar no inconsciente as causas do medo para extingui-la definitivamente. “A Hipnose Dinâmica permite que uma pessoa em estado alterado de consciência possa ter acesso a recordações de situações anteriores, sem perder a consciência, mas, com a concentração focalizada, o que não deixa que elementos externos interfiram no processo hipnótico”, explica Leonard. Dessa forma, a mente pode comentar, criticar, censurar e a pessoa não perde o controle do que diz.

Neste estado alterado de consciência é que as pessoas resgata lembranças que possam estar influenciando negativamente na sua vida presente e que, provavelmente, seja  a fonte de seus problemas. “Diante de tantos tratamentos para este mal, a terapia com essa técnica trabalha por meio de uma mudança no modo de pensar, agir e sentir, em que é possível aprender a controlar adequadamente essa sensação e minimizar fatores psicossomáticos”, finaliza o profissional.

Atividade física

Qualquer atividade física moderada é benéfica ao ser humano. Quando a pessoa se exercita, o organismo libera a endorfina, um hormônio responsável pela sensação de bem-estar. Além disso, o exercício físico provoca algumas sensações parecidas com as da síndrome do pânico, isto é, se não houver contraindicações, atividades físicas mais reforçadas representam uma forma de terapia de exposição às sensações internas que o pânico causa, podendo colaborar para a pessoa ter um maior controle de suas reações aos sintomas.

Gene causador

Segundo um estudo publicado no Journal of Neuroscience, pesquisadores espanhóis identificaram, pela primeira vez, o gene responsável pela sensibilidade à síndrome do pânico. Neste estudo, os investigadores do Centre de Regulación genòmica, na Espanha, descobriram que o gene NTRK3, que codifica uma proteína essencial para a formação do cérebro, para a sobrevivência dos neurônios e pelas ligações que estes estabelecem entre si, é também um fator genético de suscetibilidade à síndrome de pânico. Atualmente, a síndrome tem sido tratada com medicamentos que bloqueiam alguns dos sintomas, assim como terapia cognitiva, que ajuda as pessoas a aprender a lidar com os ataques de pânico.

Alimentação amiga. O bom funcionamento do intestino ajuda no controle dos sintomas

Muitos consideram a ansiedade e a crise do pânico  como condições puramente mentais e que não tem relação direta com a alimentação. Segundo a nutróloga e médica ortomolecular Tamara Mazaracki, este conceito está errado, pois novas pesquisas mostram que na verdade este problema pode se originar com o mau funcionamento do intestino. “Um intestino saudável é fundamental para a produção de diversas substâncias que ajudam a acalmar e relaxar”, diz a profissional.

Esse órgão contém 100 milhões de neurônios e os principais neurotransmissores ligados ao bem-estar são produzidos principalmente nele, como a serotonina, dopamina e norepinefrina. Além disso, o cólon é uma fonte de benzodiazepínicos endógenos, substâncias químicas psicoativas que têm ação calmante, e são responsáveis por 80% do sistema imunológico.

Por esse motivo, uma dieta desregrada é prejudicial para todos, principalmente para quem têm distúrbios ligados à ansiedade e ao pânico.

Aliados

Como a boa alimentação ajuda no controle dos sintomas, alguns alimentos podem ser introduzidos e consumidos no dia a dia para que isso possa acontecer. Uma alimentação rica em magnésio, ômega 3, GABA (ácido gama-aminobutírico), lactobacilos e chás ajuda a acalmar e a minimizar os sintomas do pânico.

O magnésio é necessário para reduzir os efeitos do estresse traumático que pode ocorrer a partir de episódios intensos de medo ou ansiedade. Ele também reprograma a resposta do cérebro aos ataques de pânico. Os alimentos mais ricos são: chocolate amargo, sementes oleaginosas, folhas verdes, peixe, grãos (feijão, lentilha e grão-de-bico), abacate, iogurte e frutas secas (figo, damasco e passas).

O ômega 3 é um ácido graxo que reduz os efeitos do estresse e ansiedade e também ajuda a manter o intestino regulado, combatendo a inflamação no local. As melhores fontes são: os peixes gordos (sardinhas, cavala, atum e salmão), semente de linhaça, chia, noz, semente de abóbora, ostra e camarão.

O GABA é um neurotransmissor calmante e, se o corpo não produz o suficiente, aparecem os sintomas de ansiedade que podem levar a um ataque de pânico. Dor de cabeça, palpitações e baixa libido também são sinais de deficiência de GABA. As fontes alimentares que aumentam a sua produção são sementes oleaginosas, banana, brócolis, espinafre, iogurte, frutas cítricas, farelo de arroz, arroz integral, aveia, melado e lentilha.

Lactobacilos ajudam a melhorar a função intestinal e são benéficos na manutenção da saúde do cólon, facilitando a produção de neurotransmissores que tranquilizam. Presentes em iogurtes e leites fermentados.

Chás podem reduzir significativamente os sintomas de ansiedade, porém não funcionam em um ataque de pânico agudo. Seu consumo diário é recomendado para reduzir o nível de ansiedade que pode levar a uma crise aguda. Chás à base de ervas, como camomila, erva-de-são-joão e valeriana. Eles podem ser tomados de forma separada ou misturados em um mix antes do preparo do chá.

Inimigos

Assim como existe uma alimentação que ajuda no controle dos sintomas, o contrário também é válido. Alguns alimentos são danosos ao sistema nervoso central, deixando o indivíduo mais ansioso e propenso aos ataques de pânicos. É importante reduzir estimulantes como a cafeína (café, refrigerantes e bebidas energéticas), aditivos (glutamato monossódico e aspartame), açúcar, gorduras trans, adoçantes e outros aditivos alimentares. “Para manter um intestino completamente saudável, também é interessante verificar se a ingestão de glúten (trigo, cevada, centeio e aveia) não está contribuindo para um mau funcionamento do órgão”, complementa Tamara Mazaracki.

Portanto, com uma dieta saudável, é possível diminuir significativamente, ou até mesmo eliminar, muitos gatilhos do ataque de pânico. Além disso, há benefícios adicionais, como aumento de energia e mais saúde.

30 dicas contra o Pânico

Confira algumas sugestões dadas por especialistas sobre o que fazer nas horas de crise. Atitudes poderosas para afastar de vez esse mal:

 – E agora?

Na hora da crise, baseie-se na lembranças de dados da realidade, por exemplo nos excelentes resultados de seus exames e controles médicos. “Procure se lembrar de que irá sofrer e ter medo, mas essa angústia é passageira e você não morrerá”, comenta a médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva. Importante: quanto mais você conseguir relaxar, menos tempo durará a crise!

 – Alimentação equilibrada

Sugere-se que o paciente alimente-se de 3 em 3 horas, além de tomar água com frequência, mantendo o corpo bem hidratado.

 – Não fique parado

Atividades físicas possibilitam uma melhor disposição não só corporal como também mental. Exercícios que exigem alongamentos e relaxamentos são ideais porque diminuem a tensão e também a ansiedade. Além disso, libera endorfina, substância que promove o bem-estar.

 – Fuja das drogas

Deve-se evitar o uso de substâncias como a cocaína, a maconha, o ecstasy e as anfetaminas, pois observa-se relatos de crises de pânico que ocorreram durante o período de abstinência ou intoxicação aguda.

 – Coloque o sono em dia

Dormir ajuda a equilibrar todo o processo psicomotor. O corpo relaxa e recarrega as energias gastas durante o dia.

 – Procure ter um hobby!

Segundo a psicóloga Lourdes de Paula Gomes, toda atividade executada com vontade e prazer exercita a criatividade e a imaginação, trazendo alegria que permite descontração e espontaneidade.

 – Pegar um bronze faz bem

Banhos de sol logo de manhã ou no final da tarde ajudam na síntese da vitamina D, atualmente muito estudada e com muitos benefícios para o organismo. Entre eles, o de reduzir a incidência de inflamação cerebral e, por consequência, ameniza ataques de pânico.

 – Pegue leve

Segundo a médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, o estresse afetivo talvez seja o grande vilão nesse filme de terror chamado pânico. Então, uma vida leve e sem grandes preocupações é de grande ajuda.

 – Organize-se

É preciso levar a sério o tratamento, executando toda a série de rotinas diagnósticas para afastar dúvidas sobre a origem das crises. Só com a organização o paciente poderá administrar suas dificuldades, sobretudo, o próprio ataque de pânico.

 – Onde há fumaça…

Talvez uma das drogas mais difícil de ser abandonada, o cigarro faz tanto mal ao cérebro quanto ao pulmão. O uso excessivo pode desencadear o ataque de pânico.

 – Aprecie com moderação

O álcool mexe com todo o cérebro e altera a percepção, atrapalha a locomoção e pode também desencadear um ataque de pânico. A embriaguez deixa a pessoa confusa, o que dificulta mais ainda o momento da crise.

 – Ouvidos afiados

Estudos comprovam que a música clássica traz benefícios para alguns problemas mentais e até neurológicos. A musicoterapia é a ciência que utiliza a música como processo terapêutico em inúmeros distúrbios físicos, mentais e neurológicos.

num3 – Florais

Surgiram na década de 1930, quando o médico inglês Edward Bach experimentou essências naturais de flores e arbustos, diluídas em álcool ou conhaque, como opções para tratar os desequilíbrios emocionais. Os sintomas foram divididos em categorias distintas, como egoismo, solidão, medo e indecisão. A partir daí, foram listadas 38 essências, que podem ser combinadas em uma mesma solução. Atualmente, é grande o número de psicólogos que receitam os florais de caráter homeopáticos. Quando indicado por um profissional competente, os florais devem ser, sobretudo, diluídos em água e não em conhaque como costuma ser a prescrição tradicional.

 – Energia vital

Acupuntura pode ser usada como terapia complementar. É uma técnica da medicina chinesa que busca equilibrar todo o organismo, possibilitando o fluxo de energia vital como um todo.

 – Equilibre o corpo e a mente

A ioga busca o equilíbrio, e o equilíbrio é bom em qualquer situação que implica sofrimento, estresse, ansiedade e medo. Mais do que uma atividade física, é uma filosofia de vida, em os exercícios contribuem para harmonizar a mente e o corpo, que não podem funcionar de maneira saudável quando separados. E não se trata apenas dos exercícios: também é preciso desenvolver técnicas de meditação.

 – Instrumento precioso

Um bom homeopata é, sobretudo, um bom clínico geral que observa o indivíduo de forma integral, valorizando os sintomas mentais tanto quanto os físicos. Portanto, a homeopatia é um instrumento precioso como auxílio no tratamento.

 – Pilates

Aumenta a resistência física e mental, alivia tensões e estresse, intensifica a concentração e promove o relaxamento. É uma boa opção para prevenção das crises, pois mantém o indivíduo mais tranquilo e equilibrado.

 – Equilibre o corpo e a mente

A meditação, por ser um movimento que resulta no equilíbrio do corpo e da mente, é altamente recomendado a quem sofre da síndrome do pânico. Procure praticá-la pelo menos uma vez por semana, para esvaziar a cabeça dos pensamentos negativos e perturbadores.

 – Vida virtual

Atividades que exigem atenção e reação muito rápidas do indivíduo, fazendo-o sair do equilíbrio, podem ameaçar o paciente. Vida virtual em excesso implica na deficiência da vida real. A tecnologia é um instrumento de facilitação para a vida e não a vida em si.

 – Vá com calma

É importante se organizar e ter disciplina com as rotinas médicas e diagnósticas. Mas o excesso e a compulsão para controlar acaba gerando mais transtornos, ansiedade e medos.

 – ”Faça como Isadora!”

Dance, dance, dance, como diz a música Dançar Pra Não Dançar, de Rita Lee. A profissional explica que, além do movimento e do ritmo, a dança também é lúdica. É bom para brincar, relaxar e se divertir. É importante buscar fontes de alegria e a dança é uma delas.

 – Cuidado com o café

O excesso de cafeína, que é um psicoestimulante, pode trazer prejuízos, aumentando  a ansiedade e dificultando o sono.

 – Seja otimista

Certamente uma visão construtiva e criativa pode trazer benefícios, enquanto que os pensamentos negativos também podem nos conduzir à depressão ou à falta de ânimo para encarar as pequenas dificuldades que encontramos em nossa rotina diária, provocando ainda mais medo.

 – Acredite em si mesmo

O processo de bem-estar no sentido mais amplo possível está intimamente relacionado à autoestima e autoconfiança. Se conhece seu valor e poder, sabe o que pode vencer e controlar.

 – A quem recorrer?

No primeiro momento, a um médico com experiência no trabalho com saúde mental. Faça visitas periódicas e psicoterapia.

 – Fique atento

Procure ajuda imediatamente após a crise. Conte à família, amigos ou alguém de sua confiança para desabafar o que está acontecendo e procure um médico assim que possível.

 – Chocolate amargo

Evite a compulsão alimentar, principalmente por doces. Prefira o chocolate meio amargo (melhor ainda se for 70% cacau), por trazer mais benefícios para a saúde.

 – Cuidados

Vá a todas as consultas e exames agendados. Após a medicação, peça orientação quanto ao uso dos medicamentos. Solicite indicação de um psicólogo. Vá duas vezes por semana ou semanalmente às sessões psicoterápicas. Solicite informações do médico e psicólogo sobre atividades extras que podem contribuir para o seu bem-estar.

 – Vá andando

Caminhada e corrida são duas atividades que também podem ajudar. Aumentam a sensação de bem-estar, afastando a depressão e deixa o cérebro mais saudável.

 – Não seja tímido

A timidez interfere na solicitação de ajuda profissional e pessoal e impede atividades que trazem bem-estar e saúde para a pessoa.

Como lidar com essa situação?

Assista o vídeo abaixo para entender melhor a síndrome do pânico:

 

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