MATURIDADE

Chegou a hora de parar. E agora?

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Aposentar-se profissionalmente não significa aposentar- se da vida”. É isso que o médico geriatra Clineu de Mello Almada Filho tenta fazer seus pacientes entenderem. Para uma pessoa que está física e mentalmente muito bem, a aposentadoria não planejada – muitas vezes compulsória – traz inegáveis perdas sociais e de status e muito tempo ocioso, fatores que podem levar rapidamente à depressão. Mas, por outro lado, deve-se perceber que esse tempo disponível abre novas possibilidades de realizar projetos há muito acalentados e até então deixados de lado por falta de tempo ou oportunidade. Pode ser a hora ideal de fazer aquela tão sonhada viagem, aprender a tocar um instrumento musical ou entrar em um curso de fotografia.O aumento da expectativa de vida ainda pode ser considerado uma novidade aqui no Brasil. As pessoas não estão habituadas a ter um planejamento para a velhice, como criação de grupos de atividades, passeios especialmente planejados, moradia e transporte mais adequados, voltados para essa população que vem crescendo tão rapidamente.Já os adultos que hoje começam a pensar seriamente no assunto, sem receios, chegarão na hora certa de se aposentar bem-preparados e planejados. Afinal, como disse o escritor, professor e consultor austríaco Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.

Existem inúmeras possibilidades de se ocupar produtivamente após a aposentadoria, seja participando de atividades filantrópicas, aulas e cursos ou aprendendo coisas novas, conhecendo lugares, passando mais tempo com a família, começando a se exercitar… “O fundamental é ter um projeto pessoal”, afirma Almada. O que não pode é se afastar das pessoas, ter preguiça de sair, sentir vergonha de não estar mais trabalhando.

Há, ainda, aqueles que preferem continuar exercendo uma atividade profissional e, às vezes, até descobrem um novo ofício. Mas a adaptação para essa nova fase da vida nem sempre acontece de maneira fácil e natural. Muitas vezes, o paciente procura o geriatra por estar se sentindo deprimido, revoltado ou até em negação de sua condição. Nesses casos, o melhor é encaminhá-lo para a psicoterapia e, se necessário, prescrever medicamentos. E, aos poucos, ajudá-lo a se reencontrar e a redescobrir a vontade e a alegria de viver.

Quaisquer que sejam as escolhas que se faz para a vida pós- -aposentadoria, manter-se fisicamente ativo, ter uma agenda social e concentrar-se em fazer o que gosta ajuda a espantar a depressão e garante mais bem-estar na maturidade.​​

Do site do Hospital Albert Einstein
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