subjetividade

A Narrativa sobre nossa própria vida.

Sapatos.VangGoghNossa existência pessoal não é um amontoado desorganizado de fatos, seu sentido se mostra nas histórias que contamos para nós mesmos e para os outros. O estabelecimento de uma costura, feito um alinhavo de linhos, permite compreender as possibilidades que se abrem para as transformações, tecendo, enxergamos nossas potencialidades.

Segundo Dulce Critelli, o padrão existencial se apoia em frases que as pessoas ouvem de outras ou que, acriticamente, dizem para si mesmas. Ela chama essas frases de “relatos”. São afirmações curtas e fragmentadas, muitas vezes aprendidas na infância, e repetidas ao longo da vida. Perpetuando-se pela repetição, perpetuam também, como se fosse fatalidade, um determinado modo de ser.

Não raro, as pessoas veem-se enredadas, presas a emaranhados de crenças e relatos fatalistas, estabelecendo, padrões que elas mesmos criaram e perpetuaram ao longo dos anos. Quando trazem tais “relatos” por exemplo, por meio da psicoterapia, submetendo-os ao crivo da reflexão, começam a se libertar desse padrão de estagnação, e assim, suas vidas podem retomar a caminhada, de modo mais fluído e coerente com novas possibilidades existenciais.

Na análise, trata-se de substituir os relatos acríticos e fragmentários que povoam a linguagem vulgar por uma historia pessoal construída a partir da reflexão própria do sujeito.

imagesÉ esperado que, ao se apoderar dessa história, da sua história, o indivíduo ao mesmo tempo, compreenda os sentidos de seu ser, se empodere, saindo da condição de vítima passiva de uma imaginária fatalidade para se tornar autor, apropriando-se de sua história e das possibilidades que se abrem..

Marcos E. F. Marinho

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Paisagens da alma

“Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem,são os que são absurdos – a ânsia de coisas impossíveis, precisamente porque são impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a mágoa de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo. Todos estes meios tons da inconsciência da alma criam em nós uma paisagem dolorida, um eterno sol-pôr do que somos…”

Fernando Pessoa no Livro do Desassossego

Cerca-me um vazio absoluto de fraternidade

Eu ou eus...“Cerca-me um vazio absoluto de fraternidade e de afeição. Mesmo os que me são afeiçoados não me são afeiçoados; estou cercado de amigos que não são meus amigos e de conhecidos que não me conhecem.
Sinto frio na alma; não sei com que me agasalhar. Para o frio da alma não há manta nem capa. Quem o sente não se esquece.
Quer isto dizer que não tenho verdadeiros amigos? Não; eu tenho-os; mas não são meus amigos verdadeiros.
Ai daqueles que foram tocados do transcendental e a quem tudo dói por frio, inexpressivo e distante.”

Fernando Pessoa in ” Prosa Íntima e de Autoconhecimento”

Rios e suas profundezas

“Escrevendo, descubro sempre um novo pedaço de infinito. Vivo no infinito; o momento não conta. Vou lhe revelar um segredo: creio já ter vivido uma vez. Nesta vida, também fui brasileiro e me chamava João Guimarães Rosa. Quando escrevo, repito o que vivi antes. E para estas duas vidas um léxico apenas não me é suficiente. Em outras palavras: gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco.

O crocodilo vem ao mundo como um magister da metafísica, pois para ele cada rio é um oceano, um mar da sabedoria, mesmo que chegue a ter cem anos de idade.

Gostaria de ser um crocodilo, porque amo os grandes rios, pois são profundos como a alma do homem. Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas são tranqüilos e escuros como os sofrimentos dos homens.

Amo ainda mais uma coisa de nossos grandes rios: sua eternidade. Sim, rio é uma palavra mágica para conjugar eternidade.”

João Guimarães Rosa, em entrevista a Günter Lorenz – “Dialogo com Guimarães Rosa”.

Atendendo em Sorocaba

A partir do dia 01 de Novembro,

passamos a atender também em Sorocaba/SP.

Para agendar uma consulta ligar:

(15) 996671483 ou (15) 3234 6671 – Horário Comercial

Localizado na Av. Mário Campolim 335, Sala 2.

Parque Campolim, Sorocaba – SP

A solicitação de consulta pode ser feita por Email:  psicomarcosmarinho@gmail.com

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Sombra do meio-dia. A depressão.

Dor ou alegria, sol ou nuvens, para a depressão tanto faz. Quando ela decide atacar, a única defesa é atacar antes, diz autor de best-seller

Mônica Manir – O Estado de S. Paulo

Quando Andrew Solomon escreveu O Demônio do Meio-Dia, mergulhou fundo nas imagens. Só assim, quem sabe, alguém que nunca viu a cara da depressão poderia entender essa dor. Uma das imagens era a da trepadeira que tomou conta de um carvalho centenário. “Só bem de perto se podia ver como haviam sobrado poucos ramos vivos, e quão poucos e desesperados gravetos brotavam do carvalho, espetando-se como uma fileira de polegares do tronco maciço.”

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O carvalho centenário era o carvalho da sua infância, e a trepadeira de fato o sugou. A depressão Solomon a viveu na alma, num estágio severo, depois de a mãe morrer num suicídio assistido, após longo tratamento de câncer. “No final, eu estava compactado e fetal, esvaziado por essa coisa que me esmagava sem me abraçar.” Esse americano-britânico, a um mês dos 50 anos, tinha 31 na época. Levou mais cinco anos para compor uma anatomia da doença que em 2001 ganhou o National Book Award e em 2002 foi finalista do Pulitzer.

Se O Demônio do Meio-Dia, lançado no Brasil pela Objetiva, emerge aqui nessa semana, é por causa do Dia Internacional de Prevenção ao Suicídio. Na terça-feira foi lembrada a taxa mundial de suicídio divulgada pela OMS: entre 10 e 30 por 100 mil habitantes. O Datasus soltou o número de 9.852 brasileiros que se mataram em 2011. Considerando-se a subnotificação, presume ser maior. No geral, com o que corroboram vários estudos, cerca de 90% dos suicídios estão associados a estados depressivos.

“Depressão e suicídio são entidades separadas que com frequência coexistem, influenciando-se mutuamente”, afirma Solomon. Por falta de uma, ele propõe políticas públicas para as duas, com formação de profissionais de saúde e ferramentas na medida para distúrbios ainda sub ou sobretratados.

Nesta entrevista, feita a partir de Cleveland, Ohio, o escritor menciona o novo livro, Longe da Árvore, que será lançado em outubro pela Companhia das Letras. São mil páginas sobre o universo de famílias cujos filhos são marcados pela excepcionalidade. Seu foco na nossa conversa, porém, é o tratamento daquilo com que Solomon precisa conviver eternamente, à espreita de que a trepadeira queira subir novamente pelos seus pés: “Toda manhã e toda noite, olho para as pílulas na minha mão: branca, rosa, vermelha, turquesa. Às vezes parecem uma escrita, hieróglifos dizendo que o futuro pode ser muito bom, e que devo a mim viver para vê-lo”.

O senhor costuma dizer que a depressão ceifa mais anos do que a guerra, o câncer e a aids juntos. Em suas palavras, ela pode ser “a maior assassina da Terra”. Como explicar a escala do problema?

A variação do estado de ânimo é uma vantagem da evolução da espécie. Sem a capacidade de ser triste, por exemplo, não teríamos o amor como o conhecemos, já que ele contém necessariamente a sensação da perda antecipada, que aumenta nosso apego à pessoa. A depressão é uma disfunção desse espectro. No entanto, como é contígua à tristeza e à ansiedade, é difícil regulá-la. Ainda assim, provavelmente temos mais casos de depressão nestes tempos modernos do que tivemos ao longo da história. São tempos eletrônicos, superconectados e superpovoados, que nos impõem tensões não vividas no passado. Com novos discernimentos, diagnosticamos a doença com mais frequência. E porque temos um tratamento mais eficaz, há um incentivo para que as pessoas se identifiquem com essa condição. Contudo, apesar dessas ferramentas clínicas (drogas, psicanálise, terapia cognitivo-comportamental, terapia eletroconvulsiva, etc), a maioria das pessoas com depressão não recebe tratamento, o que é um desastre para a saúde pública.

Por que não recebem tratamento?

A depressão é, em geral, resultado de uma vulnerabilidade genética desencadeada por circunstâncias externas. Podemos supor que a vulnerabilidade atinja todas as classes sociais – e, em seguida, perceber que a experiência dos pobres é mais estressante e, portanto, deve levar a uma maior taxa de depressão. A questão é que pessoas com uma vida confortável que se sentem arrasadas o tempo todo tendem a perceber a estranheza desse sentimento e procuram tratamento. Já os pobres acham que o que sentem é compatível com suas vidas, e não lhes ocorre que estejam deprimidos. Muitas vezes, nem estão deprimidos por causa de problemas externos, mas a depressão os desvitaliza de tal forma que os impede de melhorar de vida.

Não externar fragilidades também pode dificultar o diagnóstico? Vivemos em uma sociedade que não suporta lamúrias?

Não acho que o lamento tenha alguma vez sido popular. Como um amigo meu disse certa vez, “autopiedade não dá bilheteria”. Mas acho que devemos fazer uma distinção entre choramingar num encontro social e identificar a depressão num quadro clínico. Depressão é uma experiência de dor intensa, por vezes tão intensa que a única opção parece ser o suicídio. Buscar tratamento para essa dor é a coisa sensata a fazer. Manter-se em silêncio não traz benefício a ninguém.

A vida virtual e a fragilidade nas relações sociais e familiares podem aumentar o sentimento de vazio existencial?

Sem dúvida. Seres humanos precisam interagir com outros seres humanos; quando interagem principalmente com uma tela de computador ou com um aparelho de televisão, tornam-se alienados e descontentes. A depressão é uma doença da solidão, e aqueles com relações familiares frágeis partem de um lugar ainda mais solitário. Muitas vezes, as pessoas que estão deprimidas acham a interação humana estressante, e se isolam. É importante lembrar que exigir reação de uma pessoa muito deprimida pode exacerbar a doença. Mas fazê-la perceber quão realmente é amada é essencial na sua recuperação.

Há muito charlatanismo nos tratamentos?

Há um charlatanismo sem fim. Mas, às vezes, o charlatanismo funciona. Se você tem câncer no cérebro e alguém disser que ficará melhor se plantar bananeira por 20 minutos toda manhã, você continuará com o câncer no cérebro e provavelmente morrerá com ele. Mas se você tem depressão, alguém disser o mesmo e você se sentir melhor com essa prática, então de fato está melhor naquele momento: afinal, a depressão é uma doença do sentir. Fazendo essa ressalva, acho perigoso perseguir tratamentos alternativos e adiar os comprovados, porque, quanto mais tempo procrastinar o tratamento da depressão, pior ela vai ficar. E tudo que se quer é dar a volta por cima quanto antes. Há pessoas que tomam medicamentos de que não precisam, e há pessoas que não recebem a medicação necessária. Estou mais preocupado com os da segunda categoria, mas ambos são problemas.

O gatilho para a depressão é necessariamente negativo?

O gatilho é geralmente uma forma de estresse, e eventos positivos podem ser tão estressantes quanto os negativos. Uma interrupção de estabilidade, uma ruptura do status quo, tudo isso pode levar à depressão. Algumas pessoas ficam deprimidas quando mudam de emprego, mesmo que quisessem fazê-lo. O mesmo acontece quando algumas se casam ou têm filhos.

Como lidar com a possibilidade de um novo colapso?

A depressão é uma doença cíclica, e a maioria das pessoas que teve um episódio terá outro. A primeira coisa é saber disso e estar preparado. A segunda é certificar-se de que você tem um bom tratamento. Eu, por exemplo, tomarei medicação e farei terapia o resto da vida. Mas, além disso, conheço os sinais de alerta e tento ser sensível a eles. Quando começo a me sentir mal, volto a ser rigoroso com meus horários de sono, com os exercícios, com tensões desnecessárias. É importante planejar essas estratégias enquanto você está se sentindo bem, caso a depressão volte a bater à porta. Às vezes, com terapia e medicação, é possível evitar uma recaída, mas muitas vezes não é. Quase sempre é possível, no entanto, que as recaídas sejam menos frequentes e profundas.

A depressão varia de cultura para cultura?

Na essência, é a mesma. Eu me propus a quebrar a ideia de depressão como uma doença da modernidade ocidental e de classe média, demonstrando que existe ao longo do tempo (Hipócrates fez uma das melhores descrições do distúrbio); que existe em todas as culturas (fui olhar a depressão entre os inuits da Groenlândia, entre os sobreviventes do Khmer Vermelho no Camboja e examinar rituais tribais para tratar a doença na África Ocidental); e em todas as classes. A ansiedade aguda pode ter um foco diferente, por exemplo. Mas sua característica fundamental é surpreendentemente consistente.

No ano 2000, 815 mil pessoas tiraram a própria vida. No Brasil, tivemos um aumento de 30% na mortalidade por suicídio entre os mais jovens, homens especialmente, nas últimas duas décadas. Mas pouco se trata do tema. O tabu em torno do suicídio pode comprometer o diagnóstico da depressão, considerada uma de suas principais causas?

É verdade: quase todo suicídio é resultado da depressão. Algumas pessoas cometem suicídios racionais porque têm, por exemplo, uma doença terminal avançada e não querem morrer sentindo uma dor insuportável. Mas, em geral, o suicídio é o ponto final de uma depressão não tratada. A natureza epidêmica do suicídio é resultado da nossa falta de cuidado com a saúde mental, a visão corrente de que as doenças mentais não são doenças reais. Elas são doenças reais, e elas matam pessoas. Prevenção é um imperativo urgente para os governos e agências de serviços sociais. As pessoas podem ser resgatadas da beira do precipício.

A depressão cresce entre as crianças?

Sim, em parte pelas razões pelas quais está aumentando em toda a sociedade, mas também porque as crianças estão sob mais pressão, são mais superestimuladas, mais levadas a se movimentar de um lugar para o outro e de escola para escola. Isso acontece porque os pais estão ambos trabalhando fora, e as crianças têm ficado com uma variedade de cuidadores que as amam menos que os pais. Isso acontece por causa do colapso da família.

No seu último livro, Longe da Árvore, o senhor conta histórias de pais que não apenas aprendem a lidar com seus filhos deficientes como acham um significado profundo em fazer isso. Por que escolher esse tema?

Eu sou o filho gay de pais heterossexuais, e sempre me impressionei com quão difícil era para a minha família me entender. Se compartilhássemos a mesma qualidade definidora de identidade, talvez fosse mais fácil. Tempos depois, numa missão jornalística, descobri que a maioria das crianças surdas nasce de pais que ouvem, e que elas se aproximam entre si na adolescência. Em seguida, um amigo de um amigo teve uma filha anã, e percebi que a maioria dos anões nasce de pais de estatura padrão. Enfim, constatei um padrão de pais que têm filhos profundamente diferentes deles, e vi que todas essas crianças tinham algo em comum, assim como essas famílias tinham semelhanças entre elas. Quando se conhece a experiência de negociação entre pais e filhos tão diferentes, de repente se está falando da maioria da humanidade. Nossas diferenças nos unem. Eu queria escrever um livro não sobre o sofrimento, mas sobre o amor – sobre quantos tipos de amor podem prosperar mesmo quando as circunstâncias parecem se armar contra eles.

Faça Psicoterapia

Perdas irreparáveis e o Luto. O papel do Psicólogo.

Por Marcos E. F. Marinho

A sensação que a maioria das pessoas sente de que a vida passa rápido demais, e mais, de que ela não é estável ou de águas calmas, é um aprendizado que a maturidade trás á todos, cedo ou tarde.

Como pano de fundo, a questão da consciência da própria finitude e daqueles que amamos, numa sociedade calcada na publicidade jovem, constitui-se num duplo desafio aos psicólogos que acolhem em seus consultórios pessoas em processo de luto.

A complexidade envolvida na experiência do luto se mostra muita acima das capacidades e recursos internos de muitos indivíduos, e nesses casos o trabalho do psicólogo, se mostra de vital valor àquele que sofre.

lutoO luto se apresenta de maneira distinta e variável para cada uma das pessoas, para alguns podem ocorrer por antecipação, como uma forma de organização interna em relação a uma perda eminente, para outros o luto tardio, quando o impacto é muito grande e não se pode ou não se consegue olhar para a perda no momento, e muitas vezes, a dor irreparável no momento mesmo da perda, o desespero, a dor como se algum de nossos membros fosse amputado,  e tantas outras expressões de sofrimento diante de uma perda de alguém significativo em nossa vida.

Nem sempre o luto se dá naquela famosa sequencia negação/raiva/negociação/depressão/aceitação, algumas pessoas não conseguem ultrapassar uma dessas fases e a aceitação parece estar num horizonte distante.

Como então o psicólogo pode ajudar uma pessoa em processo de elaboração do seu luto? Como pode o psicólogo, no desempenho de seu papel profissional,  colaborar para que, o tratamento, torne-se a ocasião para uma efetiva elaboração da perda, capaz de produzir na subjetividade da pessoa que sofre, ferramentas internas capazes de produzir um sentido emancipatório, de maturação do Eu e de fortalecimento para o enfrentamento de frustrações e dores que a experiência da vida nos trás?

Levando em conta, as singularidades, o primeiro passo se dá a partir de uma avaliação da condição do enlutado para que a partir daí possa ser criado um planejamento terapêutico específico, oferecendo suporte para que a pessoa possa dar conta das exigências do cotidiano tanto quanto possível. E então passar a cuidar do  essencial, o caminho da aceitação e dar sentido (existencial) a experiência da perda bem como da capacidade de seguir adiante.

A estratégia clínica sob a qual a psicoterapia (tanto individual, como de grupo ou familiar) se desenvolverá, em geral terá um objetivo que cabe para todas as situações de luto, o de elaboração do luto, a de favorecer a criação de suportes e alavancas para que a pessoa possa se adaptar à condição de viver sem aquele que se foi e estabelecer novos sentidos que possam ser compreendidos como uma reorganização de sua subjetividade e dos novas possibilidades de existir que se mostram a partir de então.

 

P.S.:

Sobre as fases do luto, consagradas em estudos de psicologia sobre o enlutamento.

(*negação – (A dor da perda seria tão grande, que não pode ser possível, não poderia ser real) ; raiva – (depois da negação. Vem um pensamento de “ porque comigo?” ); A negociação – O individuo começa a avaliar a hipótese da perda, e perante isso tenta negociar, a maioria das vezes com Deus, para que esta não seja verdade. As negociações com Deus, são sempre sob forma de promessas ou sacrifícios); A depressão – A depressão surge quando o individuo toma consciência que a perda é inevitável e incontornável. Toma consciência que nunca mais irá ver aquela pessoa (ou coisa), e com o desaparecimento dele, vão com ela todos os sonhos, projetos e todas as lembranças associadas a essa pessoa ganham um novo valor. Aceitação – Última fase do luto. Esta fase é quando a pessoa aceita a perda com paz e serenidade, sem desespero nem negação. Nesta fase o espaço vazio deixado pela perda é preenchido. Esta fase depende muito da capacidade de constituir novos sentidos existenciais e novas possibilidades ).

Assumir as próprias escolhas

Marcos E. F. Marinho – Psicólogo CRP 06/93232

As pessoas são muito diferentes entre si, e diferentes são as escolhas que fazem sobre a vida que querem ou não levar. Ao contrário do ditado popular nem sempre querer é poder, mas podemos com planejamento, coragem e ousadia dar passos largos rumo aos nossos maiores desejos e objetivos. No entanto em muitos momentos quando estamos diante de uma situação de escolha, ficamos ansiosos, angustiados e não raro com muito temor e medo.

Mas porque?

imagesEscolher torna-se uma situação altamente estressante para as pessoas por saberem intuitivamente que ao escolher uma coisa estará abrindo mão de outras, ou seja, na hora de escolher perceberemos primeiro o que iremos perder ou deixar, e isto causa medo.
Quando a escolha envolve mudanças concretas na vida (mudança de emprego, de cidade, casamento etc) necessariamente envolverá daquele que escolhe uma profunda reflexão, pesar todos os prós e contras que consiga levantar e avaliar se a escolha que se propõe a fazer trará mais ou menos satisfação e felicidade.
O problema é que muitas vezes temos pouco tempo e pouco conhecimento sobre as variáveis envolvidas na nossa escolha, portanto precisamos de uma opinião ou um aconselhamento que seja isento e com um distanciamento para analisar todos os lados da escolha.
É nestas situações que a figura do psicólogo pode ser um importante aliado, através de um trabalho de leitura de tudo o que está envolvido na escolha, uma reflexão sobre aquele que escolhe. E caminhando ao lado da pessoa construir um processo de decisão e de escolha, de modo maduro e coerente, atenuando as angustias e ansiedades decorrentes.


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Marcos E. F. Marinho é Psicólogo, atua desde 1994 com adultos, famílias e adolescentes em projetos sociais e da área da saúde.. Foi Psicólogo Cooperante Internacional nos anos 90. Ocupou cargos gerenciais e de assessoria técnica e pedagógica para instituições públicas e privadas. Com Mestrado em Psicologia pela PUC/SP, atende em consultório privado.

Para contato e informações: psicomarcosmarinho@gmail.com

Benefícios da Psicoterapia

A psicoterapia atImagemua na resolução de conflitos pessoais, interpessoais, conjugais, familiares e profissionais. Seus benefícios são ampliar o foco do problema sob uma nova perspectiva, melhorar   seu    autoconhecimento e amadurecimento pessoal,  ajuda a lidar melhor com as crises existenciais e com as fases da vida.