O fantasma da tecnologia na educação

Por Marcos E. F. Marinho

ÍndiceMuitos de nós ainda circulamos com alguma dificuldade entre as chamadas tecnologias da informação. Temos apenas a experiência de usuário, trocando mensagens de e-mail, postando fotografias de aniversário, ou participando de redes sociais (como Twitter, Facebook e msn). Poucos assumem essas ferramentas como possibilidade de aquisição de informação para a geração de conhecimento, portanto, de conteúdo.

Ainda temos dificuldades para compreender essas novas tecnologias, seus riscos e suas potencialidades. Oscilamos entre a resistência, por meio de visões apocalípticas de um big brother a nos dominar, e a visão romântica da multiplicação do acesso à rede para todos, em um festim anárquico em que poderemos mudar o mundo com um clique no mouse.

Precisamos estudar o que está acontecendo, fazer esforço para compreender o tamanho do desafio de nosso tempo. De certa forma, é preciso que caminhemos de uma experiência analógica, unilateral, passiva e de usuário-espectador, para uma experiência digital, colaborativa, coletiva, de múltiplas possibilidades, baseada na interação.

redes sociaisÀ medida que vai sendo viabilizado, de forma gradativa, o acesso às redes digitais, acompanhado de um novo arco de práticas educativas, podemos imaginar a criação de uma rede interdependente, inicialmente provisória, porém dinâmica, relacional e em regime colaborativo, no contexto em que a interação e a coletividade sobrepõem-se à individualidade e à competição.

Diz Félix Guattari (1996): “[...] na verdade, não tem sentido o homem querer desviar-se das máquinas, já que, afinal de contas, elas não são nada mais do que formas hiperdesenvolvidas e hiperconcentradas de certos aspectos de sua própria subjetividade”.

Sabemos das limitações de recursos, porém isso não pode ser impeditivo para que sejam pensadas soluções locais, frutos de novos arranjos elaborados colaborativamente entre parceiros, e que possibilitem esse novo desenho, incorporando a tecnologia da informação.

2012-02-08_pesquisa-diz-que-3-8-milhoes-de-jovens-estao-fora-da-escola_ggSuperado o enorme desafio do acesso à tecnologia, entra na arena de reflexões o uso e, especialmente, a apropriação crítica dessa tecnologia por parte de professores e alunos, pois de nada adiantaria termos uma sala repleta de computadores conectados na web, mais equipamentos e softwares de áudio e vídeo, se o processo de aprendizagem ainda acontecesse de forma tradicional, vertical e bancária, como diria o educador Paulo Freire, ou, para usarmos a terminologia do momento, uma educação sobre bases ainda analógicas.

Por isso, temos de dar mais atenção às intervenções educativas em ambientes virtuais, investigando possibilidades metodológicas. O uso da informática provê uma nova forma de se adquirir conhecimento, a criação de ambientes de aprendizagem que incorporem o uso do computador. Ao se utilizar a informática na educação, como forma de acessar informações e gerar conhecimento compartilhado, a prática pedagógica não pode mais ser a mesma e isso exige a formação continuada de professores.

Segundo a Unesco, temos a necessidade urgente de ampliar a competência dos professores na utilização dessas ferramentas. Diante do exposto, fica uma provocação, no sentido de uma redescoberta do papel dos professores nesses novos contextos. A pretensão aqui é de que ele se sinta estimulado e estimule o desejo pela inovação, tendo a tecnologia da informação como parceira, como um meio de elaboração partilhada e colaborativa de conhecimentos, ampliando assim as possibilidades de atos coletivos de coleta e criação de fantasias dos nossos milhões de jovens, levando-os a transformar suas vidas e as nossas.

Facebook ou Twitter? Como a idade e o narcisismo motivam essa escolha

by Redepsi

Estudo revela conexões entre o narcisismo e como as pessoas usam as redes sociais; De acordo com a pesquisa da Universidade de Michigan, a maneira como os indivíduos usam o Facebook é como um espelho que reflete suas personalidades. Já o Twitter é mais como um megafone: para difusão de ideias.

narciso, Museu do Prado cossiers
narciso, Museu do Prado cossiers

Para alcançar esses resultados, os pesquisadores desenvolveram dois estudos: no primeiro, foi perguntado a estudantes de faculdade como eles usam as redes sociais e dar a estes avaliações de personalidade. Entre estes estudantes – que possuem pouca idade – os narcisistas preferiram usam o Twitter para expressar suas opiniões para os outros.

O líder da pesquisa, Elliot Panek, explicou que pessoas jovens superestimam a importância de suas próprias opiniões e, através do Twitter, estes estão tentando difundir tais opiniões para seus círculos sociais e emitir suas ideias sobre uma grande gama de assuntos e tópicos.

No segundo estudo, a média de idade das pessoasera de aproximadamente 35 anos e a estes perguntou-se também como usavam as redes sociais. Isso revelou que os narcisistas neste grupo de idade preferiram o Facebook: isto está relacionado a cuidar de sua própria imagem, de como são vistos, e também verificar como os outros respondem a sua imagem; Os adultos de meia idade usualmente já tem sua vida social formada e usam as mídias sociais para ganhar aprovação daqueles que já estão em seus círculos sociais.

Fonte: PsyBlog