psicologia

Abertas as inscrições s para Grupo de Estudo em Fenomenologia Existencial

Estão abertas as inscrições para o Grupo de Estudo em Fenomenologia Existencial em Sorocaba/SP.

O Grupo terá início em 13 de Agosto, as 18h30. Os encontros serão semanais, sempre às terças.

Interessados podem solicitar maiores informações (valores, metodologia, etc) pelo email psicomarcosmarinho@gmail.com ou pelo Whatsapp (15) 981585024.

Vagas limitadas. A realização é sujeita ao número mínimo de inscritos.

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Supervisão Clínica em Psicologia. 2º Semestre

Está aberto o período de inscrições e registro de interesse de estagiários, psicólogos e psicólogos recém formados para serem atendidos em supervisão clínica no 2º Semestre de 2019.

SUPERVISÃO EM PSICOLOGIA

A supervisão clinica é uma oportunidade para que o psicólogo possa enriquecer seu atendimento em psicoterapia através da troca de experiências com um profissional qualificado para tal. A supervisão tira o psicólogo do isolamento ampliando suas possibilidades e capacitações. Oferece maior segurança e aperfeiçoamento profissional, possibilitando maior ajuda a seus pacientes. A supervisão constitui-se da oportunidade de sanar dúvidas sobre as técnicas terapêuticas indicadas para cada caso e refletir sobre o vínculo terapêutico com seus pacientes.

A SUPERVISÃO É DESTINADA À:

– Psicólogos – Ajuda em momentos difíceis.

– Estagiários em psicologia – Formação de psicólogo clinico

– Recém formados em psicologia – Iniciação ao trabalho de psicoterapeuta.

TRABALHOS REALIZADOS NA SUPERVISÃO:

Análise sobre os casos clínicos, indicação de leitura e aprofundamento metodológico sobre o fazer clínico.

Periodicidade: reuniões quinzenais ou semanais (de acordo com a demanda) com duração de 01h30 cada.

Inscrições e registro de interesse por e-mail enviado para psicomarcosmarinho@gmail.com ou pelo whatsapp (15) 981575024.

psicomarcosmarinho@gmail.com

Formação de novos grupos de estudo – 2° Semestre – 2019.

Chamada 2º Semestre

Estamos iniciando a formação de novos grupos de estudo em psicologia de inspiração fenomenológica e existencial. Serão encontros quinzenais a partir do final de julho coordenados pelo professor Ms. Marcos Marinho. Interessados enviar e-mail com o assunto GRUPO DE ESTUDO para psicomarcosmarinho@gmail.com ou pelo whatssapp (15) 981575024. Vagas Limitadas.

O caminho do campo

Heidegger

“A consistência e o odor do carvalho começam a falar já perceptivelmente da lentidão e da consistência com que a arvore cresce. O próprio carvalho assegura que só este crescer pode fundar o que dura e frutifica. Crescer significa abrir-se a amplidão do céu, mas também deitar raízes na obscuridade da terra. Tudo que é verdadeiro e autentico só chega à maturidade se o homem for ao mesmo tempo, ambas as coisas: disponível ao apelo do mais alto céu e abrigado pela proteção da terra que tudo oculta e produz”.


Martim Heidegger em “O Caminho do Campo”

Percepções

Maurice Merleau-Ponty

“O vivido é vivido por mim, eu não ignoro os sentimentos que recalco e, neste sentido, não existe inconsciente. Mas posso viver mais coisas do que as que me represento, meu ser não se reduz àquilo que, de mim mesmo, expressamente me aparece. O que é apenas vivido é ambivalente: existem em mim sentimentos aos quais não dou seu nome e também felicidades falsas em que não estou por inteiro. Entre a ilusão e a percepção, a diferença é intrínseca, e a verdade da percepção só pode ser lida nela mesma.”
(Merleau-Ponty, p. 398)

Aprender a olhar…

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovakloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: – Pai, me ensina a olhar!

Eduardo Galeano em “O Livro dos Abraços”

Os três ingredientes da receita do amor

Inmaculada Ruiz

Matéria do Jornal El País (Espanha)

Intimidade, paixão e compromisso são os três elementos que compõem o amor conjugal. De sua combinação surgem diferentes tipos de relação. Será mais sólida a que contiver todos os três, e menos a que se basear em apenas um deles.

 

1539005783_857877_1539006045_noticia_normal el paísO amor é um intenso anseio (desejo e necessidade) de união com o outro.” Assim começa o curso Anatomia do Amor, ministrado anualmente na Faculdade de Psicologia da Universidade Autônoma de Madri. “O amor, e não o sexo como se acredita, é o autêntico mecanismo de sobrevivência da espécie: as crias morreriam sem o cuidado conjunto do pai e da mãe durante seus primeiros anos de vida”, afirma Manuel de Juan Espinosa, o catedrático de Psicologia que dirige o curso, para explicar que esse sublime sentimento é a força mais potente que move o mundo.
O argumento de Espinosa não difere muito do que, talvez com mais cinismo, sustentava Schopenhauer em sua Metafísica do Amor Sexual, em que o filósofo deu um rumo biologicista à filosofia ao afirmar que o amor não era senão um álibi do sexo para perpetuar a espécie. Dois séculos depois daquele escândalo, os cientistas já não questionam a teoria psicobiológica do amor, que se desdobra em três fases equivalentes ao ciclo reprodutivo:

– O desejo: A atração sexual, a libido. É o que nos faz escolher um parceiro e não outro, em função de parâmetros meramente físicos, relacionados com preferências genéticas e critérios reprodutivos.

– A paixão amorosa: É o momento da união física do casal, quando a relação se consuma e se mantém. Seu fundamento biológico é a procriação.

– O apego: É o sentimento profundo em relação ao companheiro de longo prazo, que responde à necessidade de criação, sem o qual a sobrevivência da prole estaria em risco.

O fato de a estrutura do amor estar associada a sua origem reprodutiva não impede que se repita da mesma maneira entre pessoas de qualquer idade, seja fértil ou não; dá-se igualmente com independência da vontade de procriar e da opção sexual dos membros do casal.

O amor pode começar em qualquer dessas fases. Cada uma está guiada por redes cerebrais diferentes, com químicas distintas, que geram comportamentos variados (condutas, esperanças, sonhos…), mas todos com um mesmo fim: a consumação sexual imprescindível para a sobrevivência da espécie.

Paralelamente a esta classificação das fases baseada em critérios biológicos, a maioria dos estudos atuais sobre a psicologia desse sentimento se baseia na teoria triangular do amor, elaborada pelo psicólogo Robert Sternberg. Segundo esse professor da Universidade de Yale, o amor conjugal se compõe de três elementos:

– A intimidade, que compreende os sentimentos de conexão, vínculo afetivo e, especialmente, a autorrevelação, que em psicologia significa revelar ao outro certos aspectos íntimos de si mesmo.

– A paixão, que supõe o desejo intenso de união sexual ou romântica com o outro.

– O compromisso, que supõe a decisão de amar a outra pessoa e a promessa de manter esse sentimento vivo.

Da combinação destes três pilares surgem diferentes tipos de amor. Será mais sólido o que contiver todos os três, e menos os amores baseados em apenas um deles. A paixão seria o mais básico e frágil, isso que chamamos de “amor à primeira vista”, que surge de um encantamento amoroso sem intimidade nem compromisso. No “amor romântico” existe uma união sentimental e passional, mas ele carece de compromisso: é o típico amor de verão.

A relação ideal é o amor consumado, o único que contém os três elementos. É a relação perseguida por todos, mas a mais difícil de obter e, sobretudo, de manter ao longo do tempo: é quase impossível se não houver um compromisso dos membros do casal de manter as três engrenagens bem azeitadas. Conservar a admiração mútua, manifestar o afeto com frequência, preservar o respeito, cuidar da própria imagem, manter espaços próprios, cultivar afinidades e aceitar o outro como ele é são algumas das chaves para que a relação amorosa seja satisfatória e duradoura.

A paixão, provocada por uma tormenta hormonal, seria preocupante se não fosse um estado transitório

A paixão amorosa da primeira teoria é o tempo fisiológico que corresponde ao amor romântico da segunda: é o momento tórrido da relação, quando a sexualidade está mais presente. É isso que chamam de paixão. Esse estado é transitório: segundo os especialistas, dura aproximadamente um ano. Para Freud, caso se prolongasse por muitos anos deveria ser considerado um amor patológico.

O psicólogo Walter Riso, especialista em relações amorosas, afirma que “a paixão parece beirar a patologia e, às vezes, não é outra coisa senão uma obsessão exacerbada”. Em seu livro Guía Práctica para Superar la Dependencia Emocional: 13 Pasos para Amar com Independencia y Libertad (inédito no Brasil) enumera as atitudes mais frequentes na paixão:

– Idealização do outro. Exclusividade (só o seu parceiro desperta seu interesse sexual). Apego (pensar que nada faz sentido sem o outro). Ilusão de permanência (acreditar que esse amor é único). Pensamentos obsessivos (a mente estará a serviço da outra pessoa). Senso de fusão (sensação de serem almas gêmeas). Riscos irracionais (a conduta se torna compulsiva).

Essa loucura, provocada por uma tormenta hormonal que se retroalimenta, seria preocupante se não fosse um estado transitório. Em um ano no máximo acabará. Com sorte, e com uma dose equilibrada de intimidade, compromisso e paixão, se transformará no cobiçado amor consumado.

Relação amorosa e dependência afetiva.

eu face Ao longo da vida vão se formando algumas convicções quando o assunto é amor, soa como verdade que nos tornamos mais felizes e completos quando estamos numa relação amorosa, ter a “cara metade” seria essencial para fugirmos da solidão e nos distanciarmos da imagem de alguém incapaz em manter relações ou vínculos. Estas convicções, embora tenham base na realidade podem trazer embutidas algumas ameaças e limitar nosso desenvolvimento pessoal e afetivo se não for bem compreendida.

Estas convicções associadas a pressões sociais e inseguranças internas podem levar a um modo de se relacionar amorosamente que sob o manto do cuidado do outro, pode esconder tentativas de controle, de se jogar sobre o par amoroso, conduzindo a relação a uma experiência a dois, sufocante, rarefeita e em ultima análise empobrecida.

Os sinais mais comuns e observados em casais são os relatos de sentimentos difusos de esvaziamento, de perda de energia sexual, tédio, irritabilidade, até ao ponto que estar com o outro pode representar uma experiência aversiva e sufocante.

O outro extremo, ser negligente e desatento na relação não seria uma boa alternativa aos excessos cometidos por uma carência ou inseguranças afetivas. Estou tratando aqui de casos mais severos, de extremos de cuidados e controles sobre o par amoroso e que podem levar ao esgotamento da relação.

Por experiência ou observação sabemos que a relação amorosa traz alegrias e otimismo diante da vida, porém a relação não pode ser vista como o único território de realização pessoal, conforto e bem estar a nossa vida ou compensar as faltas ou os fracassos de relações anteriores.

Há uma sabedoria que aponta para uma atitude em desenvolver interesses e planos próprios, objetivos e sonhos que não estão necessariamente dependentes da relação amorosa, permitir-se encontrar referências que lhe possibilitem expandir sua experiência existencial e humana, enriquecendo-as e ai então partilhar com o par amoroso.

Um erro comum se dá quando as pessoas vão paulatinamente se afastando de amigos e familiares quando se inicia uma relação amorosa, tornam-se relapsas na vida profissional, nas finanças, deixando tudo e todos em segundo plano. Quando damos continuidade e não negligenciamos as coisas que são individuais e pessoais, e numa experiência de alteridade compartilhamos com o par amoroso são criadas as condições para continuarmos a ser admirados, amados e nossa presença reconhecida na relação.

Por outro, se vencido pelas carências e medos a pessoa destinar toda sua energia e foco na relação amorosa, esquecendo-se de si e de suas responsabilidades individuais, veríamos uma dinâmica em que o sentimento amoroso do casal ser acossado por sentimentos difusos e ambíguos, com riscos de desgastes, sendo a convivência sentida como fonte de angustia crescente. 

Entendermos que uma relação satisfatória envolve o compartilhamento de experiências e sentimentos, de sonhos e projetos, mas também de momentos individuais e singulares que servem para oxigenar a relação e dar-lhes frescor, implica dizer que o respeito a si e ao seu par amoroso, aliada a um modo de amar que não aprisione, constituem-se num dos maiores desafios das relações amorosas na atualidade.

Marcos Marinho é psicólogo, supervisor clinico e mestre em Psicologia pela PUC/SP. Atende em consultório particular no município de Sorocaba, interior paulista.

São Valentim

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Alguns existencialistas falando sobre o amor:
Ludwig Binswanger:”encontro é estar um com o outro em verdadeira presença”.
Pierre Teilhard de Chardin: “movidos pelo amor, os fragmentos do mundo procuram-se mutuamente de maneira que o mundo pode tornar-se”.
José Ortega y Gasset:”com a moral corrigimos os erros dos nossos instintos, e com o amor os erros da nossa moral”.
Jean Paul Sarte: ” no amor, um e um é igual a um.”
Friedrich Nietzsche: ” há sempre um pouco de loucura no amor, mas há sempre um pouco de razão na loucura.”
Søren Kierkegaard :” o amor não procura o seu; porque no amor não há nem meu nem seu. Ora, meu e seu não são mais do que uma determinação relativa a “próprio”; portanto, se não há meu nem seu, também não há algo próprio; e não havendo nada próprio é, sem dúvida, impossível procurar o seu. O amor não procura o seu, porque prefere dar de tal maneira que o dom pareça ser propriedade do que o recebe.”
Martin Buber: ” o amor não é um sentimento que adere ao eu de modo que o você seja seu ” Conteúdo ” ou objeto; o amor está entre o eu e o você. Quem não souber isso, e não saiba com todo o seu ser, não conhece o amor, mesmo que atribua ao amor os sentimentos que experimenta, que sente, que goza e que expressa.
Gabriel Marcel :” amar alguém é lhe dizer: você não vai morrer jamais.”
Langle: ” no amor pessoal / existencial há mais uma libertação para ser um mesmo permitindo que o outro possa ser mais si mesmo “. ” consiste em poder experimentar que há alguém que me compartilha consigo mesmo, que se interessa por mim, que se interessa por mim, que Me deixa ficar perto dele, é se sentir convidado por outro, um convite pessoal para a própria essência “.
Vitor Frankl: “o amor é a orientação direta para a personalidade espiritual do ser amado, em quanto algo único e irrepetível que verdadeiramente ama”.
Erich Fromm: ” Paradoxalmente, ser capaz de estar sozinho é a condição para ser capaz de amar “. ” o primeiro passo é tomar consciência de que o amor é uma arte, assim como a vida é uma arte; se queremos aprender a amar “. , devemos proceder da mesma forma que devemos proceder se quisermos aprender qualquer outra arte, como a música, a pintura, a carpintaria ou a arte da medicina ou da engenharia “.

Cuidar de si e do mundo.

O cuidado apontado por Heidegger contempla, de um lado, o cuidar dos entes por meio do zelo, da conservação das coisas, como a preservação da história, do patrimônio imaterial (cultura) de um país ou de uma comunidade, daquilo que pode ser remetido às nossas realizações significativas e afetivas em nossa história de vida. Inclui, também, o cuidado para com o sentido de determinados rituais e tradições, práticas e símbolos como, por exemplo, a própria linguagem.
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